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Julian Casablancas critica sionistas nos EUA e provoca debate após fala viral

Vocalista do The Strokes comenta privilégios, conflito e repercussão cresce após entrevista e show no Coachella

Julian Casablancas - The Strokes
Julian Casablancas - AP

O vocalista do The Strokes, Julian Casablancas, voltou a chamar atenção ao se posicionar de forma direta sobre política internacional e comportamento social. Durante participação na série Subway Takes, apresentada por Kareem Rahma, o músico fez críticas a parte da comunidade sionista nos Estados Unidos, levantando discussões sobre privilégio, identidade e narrativa.



Em tom inicialmente descontraído, Casablancas comentou:


“Ainda bem que eu já tive uma carreira…”, antes de entrar no ponto central. Segundo ele, há uma contradição no discurso de certos grupos: “Tem gente que vive cercada de privilégios nos EUA, mas fala como se estivesse vivendo uma opressão histórica extrema.” A fala rapidamente repercutiu nas redes.


Rahma concordou com o argumento e ampliou a crítica, destacando o contraste entre discurso e realidade:


“É chocante ver pessoas se colocarem como oprimidas enquanto seguem suas vidas normalmente, ignorando tragédias acontecendo ao redor.” Ele ainda afirmou que considera legítimo apontar esse tipo de incoerência.


Casablancas seguiu desenvolvendo a ideia, trazendo um paralelo histórico:


Quando alguém menciona eventos como o 7 de outubro, claro que foi algo grave. Mas revoltas violentas ao longo da história nunca justificaram sistemas injustos maiores.” A fala sugere uma tentativa de contextualizar conflitos sem simplificá-los.


Em outro momento, o cantor abordou o papel da informação e da formação de opinião:


“A doutrinação é poderosa. As pessoas querem pertencer, fazer parte de um grupo. Às vezes absorvem coisas sem questionar.” 


Apesar do tom crítico, ele evitou personalizar ataques, tratando o fenômeno como algo mais amplo.



Questionado se ainda acredita em mudanças, respondeu de forma cautelosamente otimista: disse que percebe pessoas “acordando” e que acredita que transformações podem acontecer “com o tempo”.


As declarações surgem poucos dias após o show do The Strokes no Coachella, onde a banda já havia adotado um tom político. Durante a apresentação de “Oblivius”, imagens exibidas no telão criticavam ações históricas dos Estados Unidos, incluindo alegações de interferência em governos estrangeiros e menções a conflitos recentes no Oriente Médio.



O posicionamento reforça uma fase mais abertamente política de Casablancas, que tem usado tanto entrevistas quanto apresentações ao vivo para expressar suas visões. Ao mesmo tempo, reacende debates sobre o papel de artistas em discussões complexas e sensíveis.


Enquanto isso, a banda se prepara para o lançamento de seu próximo álbum, Reality Awaits, previsto para 26 de junho, um trabalho que já chega cercado por expectativa e, agora, também por um contexto mais carregado.


Em tempos tensos, até o silêncio vira posicionamento, e alguns escolhem não ficar calados.


Confira a entrevista na íntegra:


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