Filme de Michael Jackson divide críticas, mas conquista público, e elogio de Spike Lee
- Marcello Almeida
- há 17 horas
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Diretor defende recorte do longa e destaca resposta dos fãs ao redor do mundo

O lançamento de Michael pode até ter dividido opiniões entre críticos, mas a resposta do público tem sido clara: o filme encontrou sua audiência e vem se consolidando como um sucesso de bilheteria. Entre aqueles que saíram em defesa do longa está Spike Lee, que conhece de perto o universo de Michael Jackson e não escondeu sua visão sobre a recepção da obra.
Em entrevista à CNN, Lee foi direto ao abordar as críticas relacionadas à ausência de determinadas polêmicas na narrativa. Para ele, há um equívoco na forma como parte da análise tem sido feita:
"Primeiramente, se você é um crítico cinematográfico e está reclamando sobre essas coisas, toda essa outra coisa, mas o filme acaba em 1988, você está falando sobre acusações que só surgiram depois. Então, você está criticando um filme com base em algo que você queria que fosse incluído, mas não se encaixa na linha temporal do próprio filme. Mas o público compareceu ao redor do mundo, as pessoas mostraram o seu amor ao Michael."
A fala reforça o ponto central do debate: o longa opta por um recorte específico da trajetória do artista, e é dentro desse limite que ele se propõe a contar sua história.
A relação de Spike Lee com Michael Jackson vai além da admiração. O diretor trabalhou diretamente com o artista, inclusive no icônico videoclipe de “They Don't Care About Us”, gravado no Brasil, o que dá ainda mais peso ao seu posicionamento. Ao comentar sobre o legado de figuras como Jackson e Prince, ele adotou um tom mais pessoal:
"Sinto falta do Mike, sinto falta do Prince. Quero dizer, eles eram meus irmãos. Porque eu trabalhei com ambos. Eles eram pessoas lindas, maravilhosas."
Dirigido por Antoine Fuqua, conhecido por trabalhos como Dia de Treinamento, o longa acompanha a trajetória de Michael desde os tempos de Jackson 5 até o início de sua carreira solo, deixando espaço para uma possível continuação. No papel principal, Jaafar Jackson, sobrinho do artista, assume a responsabilidade de dar vida ao tio, em um elenco que também inclui Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Laura Harrier, Kat Graham e Derek Luke.
Com roteiro de John Logan, o filme segue em cartaz nos cinemas e, independentemente das críticas, já demonstra que a conexão entre Michael Jackson e seu público permanece intacta. No fim das contas, é essa relação que continua sustentando seu legado, dentro e fora das telas.
Porque algumas histórias não dependem da aprovação da crítica, elas já vivem na memória de quem nunca deixou de ouvir.
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