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Estudo aponta diferenças na concentração de público entre estilos musicais em 2025

Nem todos os gêneros distribuem audiência da mesma forma no streaming

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Rock e Rap aparecem como alternativas mais equilibradas dentro do consumo digital.


Um estudo da Luminate sobre o consumo de música digital em 2025 revelou que a distribuição de audiência varia significativamente entre os gêneros musicais. A análise, baseada em dados de streams sob demanda nos Estados Unidos, mostra que estilos como Rock e Hip-Hop/Rap tendem a apresentar um cenário mais equilibrado em comparação a outros segmentos dominados por poucos artistas.



Para chegar a essa conclusão, a pesquisa utilizou o coeficiente de Gini, métrica comum na economia que mede o nível de desigualdade na distribuição. Quanto mais próximo de 1, maior a concentração de audiência em poucos nomes; quanto mais próximo de 0, mais distribuído é o consumo entre diferentes artistas.


Os dados indicam que gêneros como Country e Pop estão entre os mais concentrados, com grande parte dos streams direcionada aos artistas mais populares. Já o Rock e o Rap ocupam uma posição intermediária, mas com uma divisão mais ampla da audiência, permitindo que um número maior de músicos alcance relevância dentro desses estilos.


Entre os fatores que explicam essa diferença está a forma como o público descobre novas músicas. No Country, o rádio ainda tem forte influência, favorecendo artistas já estabelecidos. No Pop, o impacto de grandes gravadoras e campanhas de divulgação em larga escala contribui para concentrar a atenção em poucos nomes.


Por outro lado, o Rap e vertentes do Rock se apoiam em uma cultura mais ativa de descoberta musical. Nesse contexto, fãs tendem a buscar novidades e compartilhar artistas emergentes, o que contribui para uma distribuição mais equilibrada dos streams.



Dentro do próprio Rock, a pesquisa aponta diferenças internas. Enquanto o Rock Clássico mantém o foco em artistas consolidados, cenas como Indie, Alternativo e Metal apresentam maior abertura para novos nomes.


Os dados reforçam que, apesar da concentração dominante no streaming global, alguns gêneros operam com dinâmicas mais distribuídas, ampliando o espaço para diferentes artistas dentro do mesmo ecossistema.




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