top of page

Entrevista inédita de Amy Winehouse ressurge após quase 20 anos e revela seu maior medo

há 1 dia
3 min de leitura

Atualizado: há 11 horas

Conversa realizada em 2007, durante o sucesso de “Back to Black”, permaneceu arquivada por quase duas décadas e traz reflexões da cantora sobre fama, casamento e legado

Amy Winehouse em 2007.
Amy Winehouse em 2007. CRÉDITO: Chris Christoforou/Redferns/Getty


Uma entrevista de Amy Winehouse, realizada em maio de 2007 e nunca publicada até agora, veio a público quase duas décadas depois. Na conversa, a cantora britânica, então com 23 anos, revelou que um de seus maiores receios era morrer sem deixar uma contribuição significativa para o mundo.





O encontro aconteceu no Hotel Mondrian, na Sunset Boulevard, poucos dias depois de seu casamento com Blake Fielder-Civil. Naquele momento, Winehouse vivia a repercussão de Back to Black, seu segundo álbum, lançado em 2006.


A entrevista foi conduzida pelo jornalista Ariel Leve, para o Sunday Times, mas acabou arquivada antes mesmo de ser transformada em reportagem. Somente agora o material foi concluído e publicado.


Entre lembranças do início da carreira e comentários sobre sua vida pessoal, Winehouse falou sobre o significado do reconhecimento artístico e sobre aquilo que realmente considerava importante.


“Morrer sem deixar minha marca era o meu maior medo”


Durante a conversa, Amy recordou que começou a chamar atenção no meio musical depois de se apresentar em um clube de jazz em Londres, aos 16 anos. Questionada sobre como teria lidado com o anonimato caso não tivesse alcançado o sucesso tão cedo, a cantora respondeu que sua relação com essa possibilidade havia mudado.


“Sim. Sou apenas uma musicista, sabe? Adoro cuidar das pessoas”, afirmou.


Em seguida, revelou que, quando mais jovem, a ideia de não conquistar reconhecimento a assustava profundamente.


“Quando eu era mais jovem, sim. A ideia de morrer sem deixar minha marca era o meu maior medo. Morrer sem deixar minha marca. Eu sei que tenho apenas 23 anos, mas…”





A declaração foi feita quando Back to Black já havia alcançado números expressivos. O disco recebera certificação de ouro nos Estados Unidos e ultrapassara um milhão de cópias vendidas no Reino Unido.


Apesar da repercussão, Winehouse não demonstrava preocupação em estabelecer imediatamente novos objetivos comerciais. Pelo contrário, afirmou estar “muito orgulhosa” do álbum e desejava “que as outras pessoas ao meu redor também se dessem bem”.


“Me saí bem, sabe o que quero dizer? Acabei de lançar um álbum do qual me orgulho muito. Se eu morrer amanhã, tudo bem”, declarou.


Ao falar sobre sua rotina, a cantora também contou que era “mais feliz quando estava limpando a casa e cozinhando para os amigos”.


Amy Winehouse também falou sobre o casamento com Blake Fielder-Civil


Outro assunto abordado na entrevista foi o casamento com Blake Fielder-Civil, realizado em Miami pouco antes daquele encontro. Winehouse descreveu a decisão como impulsiva e revelou ter sentido que os dois “iriam morrer juntos”.


A cantora também falou sobre a admiração que sentia pela “imaginação dele” e sobre suas próprias inseguranças no relacionamento. Segundo Amy, ela frequentemente se considerava “bem ingênua” e acreditava que acabaria “estragando tudo”.


Ao recordar uma conversa com o marido, compartilhou:


“[Blake] odeia quando digo que sou estúpida. Ele diz: 'Por que você diz coisas assim?' e eu respondo: 'Porque sou burra'. E ele diz: 'Ah, cala a boca. Se você é burra, então eu sou um idiota por ter casado com você'”.


O relacionamento terminaria em julho de 2009, dois anos depois daquela entrevista.



Uma conversa preservada no tempo


Amy Winehouse morreu em 2011, aos 27 anos, em decorrência de uma intoxicação alcoólica acidental. O lançamento tardio da entrevista permite conhecer declarações feitas em um período em que a cantora ainda estava assimilando as transformações provocadas pelo sucesso de Back to Black.


Na conversa, sua atenção não estava voltada apenas para a fama. Winehouse falava sobre amizade, relações pessoais, inseguranças e sobre a satisfação de ter conseguido produzir um álbum do qual se orgulhava.


Quase vinte anos depois, suas palavras chegam ao público acompanhadas de uma história que ela ainda não conhecia. Amy Winehouse temia morrer sem deixar sua marca. Quando concedeu aquela entrevista, aos 23 anos, já havia gravado o disco que se tornaria uma das obras mais reconhecidas de sua trajetória.





Comentários


O Teoria Cultural nasceu da paixão pela cultura pop, pela música, pelo cinema e pela arte como forma de expressão e entendimento do mundo. O projeto começou como uma página no Instagram, inicialmente chamada Caro Vinil, voltada à celebração dos discos, do rock e das narrativas culturais que atravessam gerações. Saiba mais

  • Whatsapp
  • Instagram
  • Facebook
  • X
  • Tópicos

Categorias + Comentadas

Institucional

Teoria Cultural

INSCREVA SEU EMAIL PARA RECEBER

ATUALIZAÇÕES, POSTS E NOVIDADES

© 2026 Todos os direitos reservados a Teoria Cultural |  PRODUZIDO CRIADO E DESENVOLVIDO, com EXPRESSÃO SITES

Expressão Sites
bottom of page