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Dave Mustaine vê novo fôlego para o metal após álbum de despedida do Megadeth

Para Mustaine, o metal ainda tem lenha pra queimar

Dave Mustaine 
CRÉDITO: Travis Shinn

Em uma conversa com o portal NME, Dave Mustaine mostrou um raro tom de otimismo ao falar sobre o futuro do metal. Para o líder do Megadeth, o álbum de despedida da banda, recém-lançado, pode funcionar como um gatilho emocional para um novo ciclo do gênero, especialmente entre ouvintes que se afastaram ao longo dos anos.



Segundo Mustaine, o impacto do disco tem provocado reações que ele considera reveladoras.


“As pessoas vão dizer: ‘Eu tinha me esquecido do que eu amava nesse tipo de música’”, afirmou, apontando para uma reconexão quase afetiva com o metal.


O músico contou que esse tipo de retorno tem sido frequente e, para ele, soa como uma espécie de reparação depois de décadas lidando com desconfiança e críticas. “Passei quase toda a minha carreira na defensiva”, confessou, em um dos momentos mais francos da conversa.


Ao olhar para o cenário atual, no entanto, Mustaine não parece especialmente empolgado com a nova safra de bandas. Ele evitou citar nomes que o impactem de forma consistente e explicou o motivo com franqueza:


“Quando chega a parte vocal, eu me perco. Todo mundo canta daquele mesmo estilo”. Para ele, a padronização das vozes acaba apagando a identidade das bandas.


Ainda assim, fez questão de destacar exceções. O Avenged Sevenfold foi citado como um exemplo positivo de equilíbrio entre peso e melodia, algo que, na visão de Mustaine, continua sendo essencial para o metal sobreviver e evoluir.



No fim das contas, o ponto central da fala é claro: a voz segue sendo o coração do gênero. “Gritar é difícil, mas cantar de verdade é extremamente difícil”, resumiu. Para Mustaine, se o metal quiser se reinventar de verdade, o caminho passa menos pela força bruta e mais pela personalidade de quem está atrás do microfone.


"Sempre disse que quando eu sentir que não consigo mais fazer isso, será a hora de parar."



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