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Chico Buarque, 80 anos: 8 discos para conhecer, ouvir e amar o artista

Celebre os 80 anos de Chico Buarque com 8 ótimos discos, que são essenciais e excelentes dentro da discografia do artista



No dia 19 de junho de 1944, na cidade brasileira do Rio de Janeiro, nascia o artista Chico Buarque. Ele é uma figura ímpar na cultura brasileira, não apenas por sua música, mas também por suas contribuições literárias. Sua habilidade de tecer narrativas complexas e emocionalmente ressonantes é evidente em suas canções, discos e livros. Com uma carreira que abrange várias décadas, Chico continua a ser um farol de criatividade e relevância, influenciando gerações com sua arte incomparável.


Se na literatura Chico é bastante reverenciado e premiado, com excelentes livros como “Essa Gente”, “O Irmão Alemão” e “Budapeste”, e um Prêmio Camões em 2019, seu nome é sinônimo de referência e influência dentro da música brasileira e é ainda mais admirável.


Ele é respeitado por trazer um repertório lírico e sonoro que transita por vários gêneros musicais, tendo músicas cantadas por diversos músicos, e também possui duetos com artistas como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Nara Leão, Zeca Pagodinho, Elba Ramalho, Dominguinhos, Caetano Veloso, Elza Soares e muitos outros.


Em homenagem a este dia especial, o Teoria Cultural, através da curadoria deste redator, apresenta 8 discos para conhecer, ouvir e amar o repertório musical de Chico Buarque. Com o intuito de ser uma ótima porta de entrada para apreciar sua obra, caso não o conheça. Mas, se já conhece e ouve, essa lista serve para celebrar, pois são 8 ótimos discos que têm a assinatura desse autêntico gênio das artes.


Ouça sem moderação!

 


Chico Buarque de Hollanda (1966)


O álbum "Chico Buarque de Hollanda", de 1966, marcou a estreia do prodígio musical que viria a ser uma das vozes mais influentes da MPB. Com uma mistura de sambas e baladas, Chico Buarque apresentou sua habilidade lírica e melódica em faixas icônicas como "A Banda", "Tem Mais Samba", "Sonho de Um Carnaval" e "Pedro Pedreiro". Este disco não só capturou o espírito do Brasil dos anos 60, mas também lançou as bases para a brilhante carreira de Chico.



Construção (1971)


"Construção" é considerado um dos álbuns mais emblemáticos da música brasileira. Lançado em 1971, Chico Buarque utiliza sua genialidade lírica para tecer críticas sociais e políticas em canções como a faixa-título "Construção", "Cotidiano", "Samba de Orly" e "Deus Lhe Pague". A complexidade das letras e a sofisticação dos arranjos tornam este álbum uma obra-prima atemporal, que reflete as tensões do Brasil durante a ditadura militar e aborda, de forma digna, as transformações sociais da sociedade brasileira.


Meus Caros Amigos (1976)


O álbum "Meus Caros Amigos", de 1976, é um testemunho da versatilidade de Chico Buarque. Com um tom mais pessoal e introspectivo, as canções abordam temas de amizade e saudade. Destaque para "O Que Será (À Flor da Terra)", com a participação de Milton Nascimento, "Mulheres de Atenas", "Meu Caro Amigo" e "Olhos nos Olhos", que combinam melodias encantadoras com letras profundamente emotivas. Este disco reforça a capacidade de Chico de transformar o cotidiano em poesia.


Chico Buarque (1978)



No álbum autointitulado "Chico Buarque", de 1978, o artista mostra sua maturidade musical com composições sofisticadas e reflexivas. Faixas como "Cálice" (com participação de Milton Nascimento) e "Apesar de Você" continuam a explorar temas políticos com uma sensibilidade única. Mas também há espaço para samba, como em "Feijoada Completa"; para desapego emocional, em "Trocando em Miúdos"; para a Revolução dos Cravos, em Portugal, na faixa "Tanto Mar"; e até para romantismo, em "Pedaço de Mim" (com participação de Zizi Possi) e "O Meu Amor" (com as presenças de Elba Ramalho e Marieta Severo). Este álbum solidifica Chico como um cronista da vida brasileira, mesclando crítica e lirismo com maestria.


Vida (1980)



"Vida", de 1980, é um álbum introspectivo onde Chico Buarque explora temas de amor e existência com uma profundidade emocional tocante. Canções como "Bastidores" e "Maninha" destacam a habilidade de Chico em capturar a complexidade dos sentimentos humanos. Também inclui "Bye Bye Brasil", música que faz parte da trilha sonora do filme homônimo do ilustre cineasta brasileiro Cacá Diegues. Este disco é uma celebração da vida em suas várias facetas, refletida através de melodias envolventes e letras poéticas.



Almanaque (1981)


Em "Almanaque", lançado em 1981, Chico Buarque experimenta com diferentes estilos musicais, mantendo sua assinatura poética. A faixa-título "Almanaque", "As Vitrines" e "A Rosa" demonstram a capacidade de Chico de reinventar-se enquanto permanece fiel à sua essência. Além de falar de romantismo em "Tanto Amar" e trazer abordagem sobre paternidade e pobreza em "O Meu Guri". Este álbum é uma prova da versatilidade e criatividade contínuas de Chico Buarque.


Paratodos (1993)


"Paratodos", de 1993, é uma homenagem às influências e amigos de Chico Buarque. Com canções como "Paratodos" e "De Volta ao Samba", o álbum celebra a música brasileira em suas diversas formas. E traz também o genuíno romantismo do artista em "Futuros Amantes". Este disco é um marco na carreira de Chico, mostrando sua evolução artística e seu profundo respeito pelas raízes culturais do Brasil.


Caravanas (2017)


"Caravanas", lançado em 2017, reafirma a genialidade de Chico Buarque mesmo após décadas de carreira. Com faixas como "Tua Cantiga", "Massarandupió" e "As Caravanas", o álbum aborda temas contemporâneos com a mesma sensibilidade e profundidade de sempre. Outro destaque especial vai para a regravação de "Dueto", em que cantou com sua neta Clara Buarque. Este disco é uma prova de que a música de Chico continua relevante e impactante, tocando temas sociais e emocionais com maestria.



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