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Backrooms se torna fenômeno e caminha para recorde histórico da A24

Filme dirigido por Kane Parsons, de apenas 20 anos, já é a maior bilheteria da história da produtora e pode ultrapassar US$ 300 milhões nos cinemas

Backrooms
Imagem: Reprodução/A24

O que começou como uma lenda urbana da internet está se transformando em um dos maiores fenômenos cinematográficos de 2026. Em seu terceiro final de semana em cartaz, Backrooms continua impressionando nas bilheterias e consolidando uma trajetória que poucos especialistas seriam capazes de prever há apenas alguns meses.





Segundo dados divulgados pela Variety, o longa arrecadou mais US$ 12 milhões nos Estados Unidos, elevando sua bilheteria doméstica para US$ 160 milhões. Mundialmente, o filme já soma impressionantes US$ 262 milhões, aproximando-se rapidamente da marca de US$ 300 milhões e de um recorde sem precedentes para a A24.


O feito é ainda mais impressionante quando se observa o contexto da produção. Realizado com um orçamento estimado em apenas US$ 10 milhões, Backrooms já se tornou não apenas a maior bilheteria da história da produtora, mas também seu projeto mais lucrativo.


Para uma empresa que construiu sua reputação apostando em obras autorais e muitas vezes desafiadoras comercialmente, o sucesso do filme representa um momento histórico. Por trás desse fenômeno está Kane Parsons. Aos 20 anos, ele se tornou o diretor mais jovem da história da A24 e conseguiu realizar algo raro: transformar um universo nascido na internet em um sucesso global de público sem perder a essência que conquistou milhões de pessoas online.


O filme adapta a série The Backrooms, criada pelo próprio Parsons. Os vídeos, que acumulam mais de 70 milhões de visualizações, ajudaram a popularizar um dos creepypastas mais fascinantes da cultura digital contemporânea. A premissa é simples e perturbadora ao mesmo tempo: corredores infinitos, salas vazias iluminadas por luzes fluorescentes e a constante sensação de que existe algo observando você em um lugar onde não deveria estar.





Essa combinação entre horror psicológico, isolamento e paranoia acabou encontrando eco em uma geração inteira acostumada a consumir narrativas nascidas na internet. O resultado foi a transformação de um fenômeno digital em uma propriedade cinematográfica de enorme alcance.


A produção também conta com um elenco de peso. O vencedor do Oscar Chiwetel Ejiofor lidera o elenco ao lado da atriz norueguesa Renate Reinsve, além de participações de Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell. A presença desses nomes ajudou a ampliar ainda mais o interesse em torno do projeto, que rapidamente se tornou um dos lançamentos mais comentados do ano.


O sucesso de Backrooms também reforça uma mudança importante no cinema contemporâneo. Durante décadas, Hollywood buscou inspiração em livros, quadrinhos e videogames. Agora, cada vez mais, as histórias que surgem da internet se mostram capazes de competir com grandes franquias tradicionais.


Se mantiver o ritmo atual, o longa deve ultrapassar a marca dos US$ 300 milhões nas próximas semanas, estabelecendo um novo patamar para a A24 e consolidando Kane Parsons como uma das vozes mais promissoras do cinema de terror moderno.


O mais curioso é que tudo começou com uma ideia aparentemente simples: o medo de estar perdido em um lugar do qual não existe saída. Um medo antigo, universal e profundamente humano. A diferença é que, desta vez, ele encontrou sua casa nos corredores infinitos da internet antes de conquistar as salas de cinema do mundo inteiro.



O Teoria Cultural nasceu da paixão pela cultura pop, pela música, pelo cinema e pela arte como forma de expressão e entendimento do mundo. O projeto começou como uma página no Instagram, inicialmente chamada Caro Vinil, voltada à celebração dos discos, do rock e das narrativas culturais que atravessam gerações. Saiba mais

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