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Traga vida para um mundo corrompido no belo, divertido e emocionante Kena: Bridge of Spirits

Aqui não há mistérios e nem segredos dentro do gênero mundo aberto.

Foto: Ember Lab


Jogos de mundo aberto viraram mania entre os jogadores e hoje em dia fica difícil fazer uma lista pela quantidade absurda desse gênero. As empresas apostaram bem nesse filão e muitas fizeram disso uma verdadeira mina de ouro. Caso da Rockstar Games com GTA (Gran Theft Auto). E no meio de tantas opções, são necessários elementos um tanto quanto inovadores e originais para que esse jogo se sobressaia entre os demais.


Kena: Bridge Of Spirits é a aposta da Ember Lab, um estúdio indie fundado pelos irmãos Grier (Mike e Josh) que começou fazendo trabalhos de animação para empresas como Coca-Cola (entre outras). E logo no início, o jogador, do infantil ao adulto, se emociona com o olhar estupefato da guia espiritual Kena ao começar a explorar um mundo que, apesar de belo e bem arquitetado, está corrompido e precisa ser purificado.



Aqui não há mistérios e nem segredos dentro do gênero mundo aberto. Avance pelos cenários, conforme você adquire habilidades e purifica áreas corrompidas, outros lugares passam a ficar acessíveis. No final, tudo se conecta e o mundo, até então em total obscuridade, se junta todo em sua beleza e liberdade para nossa total exploração.



Existe toda uma graciosidade com outros elementos que estarão acompanhando Kena. Pensando muito na questão da espiritualidade, o jogo, além de entreter, nos faz refletir sobre as perdas de quem gostamos, acerca dos desafios que surgem em nossos caminhos, de perdoar e perseverar.


Não poderíamos nos esquecer dos rots. Pequenas criaturas que precisam ser encontradas e que terão a função de ajudar a garota na exploração dos cenários, na resolução de enigmas e nos combates que dependem sim de certas estratégias, sobretudo nas dificuldades mais altas.


Os rots garantem um diferencial que se sobressai nesse tipo de jogo. Eles são bravos companheiros de luta, se juntam às armas de Kena para golpes mais potentes, carregam objetos e até assumem formações físicas diferentes (como uma espécie de serpente) para acabar com a corrupção dos cenários.


O jogo flui bem tanto nos combates como nas partes de plataformas que acessam lugares mais elevados. Claro que o combate segue o estilo tradicional que consiste em bater, defender ou se esquivar, mas alguns elementos novos como os rods fornecem mais variedade. Em muitos trechos com plataformas, existe um tempo limite para atingir nossa escalada, entretanto esse tempo ficou bem estipulado pelos criadores para não causar no jogador raiva e frustração.


Ao longo da história, nossa personagem descobre mais revelações acerca dos lugares que precisa atravessar. Também adquire outras habilidades que são essenciais para alcançar essas áreas. Outro atrativo do jogo é que essas habilidades geralmente precisam ser unidas com outros movimentos e dependem muito da observação do jogador, pois não basta apenas ativar algumas plataformas, é preciso encontrar alvos que, por exemplo, acertados por uma flecha, garantem outros caminhos que não pareciam ser tão óbvios.


Para os padrões de mundo aberto, o jogo é até curto, sobretudo se o jogador não seguir por um New Game + ou não tente outras dificuldades. Portanto, como de praxe, os colecionáveis estão presentes e exigem uma percepção aguçada de tudo que está ao nosso redor, até mesmo de qual habilidade usar para que seja necessária a coleta. E dependendo do colecionável, compensa a busca pois alguns garantem bônus e acréscimo de vida (como os amuletos e locais de meditação).

Nem tudo é perfeito no jogo da Ember Lab. Em certos momentos, minha personagem parou de correr como algo (invisível) a travasse no terreno. Outra coisa estranha foi de executar um golpe sem nem ao menos ter apertado algum botão do joystick. Esses pequenos defeitos não tiraram a diversão do jogo e não atrapalharam meus objetivos, e, constantemente, a empresa vem lançando patchs para corrigir possíveis bugs e glitches.



Com gráficos detalhados, bela trilha sonora e fazendo uma união interessante entre animação e jogo, Kena: Bridge Of Spirits é um trabalho delicado feito por uma produtora indie cujo resultado adulto e bem polido nada fica devendo a um jogo Triple A. Procure pela luz, não tenha medo de um mundo sombrio, guie Kena e os rots em horas alegres de entretenimento e reflexão.

 

Kena: Bridge of Spirits


Modo: Jogo eletrônico para um jogador

Gênero: Ação, Aventura

Desenvolvedor: Ember Lab

Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5, Microsoft Windows


 

NOTA DO CRÍTICO: 8,0

 

Trailer do jogo:



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