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The Messthetics and James Brandon Lewis: uma experiência auditiva vibrante e imprevisível.

O álbum é uma recomendação essencial para quem deseja explorar a fusão única entre o jazz e o rock, passeando por algumas ruelas ao lado do punk, além da música experimental e progressiva.

The Messthetics and James Brandon Lewis
Foto: Shervin Lainez


Antes de mais nada, quem são The Messthetics e James Brandon Lewis? O primeiro, é uma banda instrumental de rock experimental, composta pelo baterista Brendan Canty e pelo baixista Joe Lally — ambos anteriormente membros da influente banda de punk, Fugazi — junto com o guitarrista Anthony Pirog. A banda explora sons densos e complexos, enquanto também consegue incorporar momentos de suavidade e beleza. A combinação do baixo e bateria fornecidos por Lally e Canty com as experimentações de guitarra de Pirog cria uma textura sonora distinta.


James Brando Lewis é um saxofonista com uma presença marcante no cenário do jazz contemporâneo. Ele combina elementos de jazz tradicional com influências modernas como hip-hop, funk e soul. Isso resulta em um som único que desafia as convenções do jazz e incorpora uma energia vibrante. Lewis é frequentemente elogiado pela forma como ele combina suas raízes no jazz com uma abordagem contemporânea, criando músicas que são tanto cativantes quanto desafiadoras. Sua capacidade de comunicar emoções complexas por meio de seu saxofone é uma marca registrada de sua carreira.



Dito isso, The Messthetics and James Brandon Lewis é um autointitulado do projeto que nasce de uma colaboração entre duas forças musicais excepcionais. Essas forças unem suas habilidades e experiências para criar uma fusão vibrante de estilos musicais, como jazz rock, art punk e rock progressivo. O resultado é uma obra repleta de complexidades e detalhes sutis, com improvisações inspiradas e uma energia contagiante que permeia cada faixa do disco. Os dois lados trazem suas próprias abordagens criativas e bagagem musical, resultando em uma mistura única de sons que mesclam harmonias e ritmos diversos. Cada peça do álbum explora diferentes aspectos desses gêneros musicais, permitindo que os músicos se expressem livremente através de suas composições e interpretações.


É importante ressaltar, que a colaboração entre The Messthetics e James Brandon Lewis não resulta em um som denso ou numa massa sonora opressiva – ainda que haja ataques instrumentais efusivos em alguns pontos. Essa parceria se destaca pela sua abordagem sutil e equilibrada, onde cada músico contribui com sua experiência e estilo de maneira harmoniosa. Eles conseguem criar uma textura sonora rica e complexa, mantendo um caráter leve e acessível ao mesmo tempo. Há uma exploração musical muitas vezes por meio de algumas nuances delicadas, evitando qualquer tipo de sobrecarga ou exagero sonoro. Em vez de criar uma parede de som avassaladora, eles optam por uma interação fluida e dinâmica, que destaca as habilidades individuais de cada um, enquanto mantém uma coesão e coesividade impressionante.


The Messthetics and James Brandon Lewis se destaca pela ausência de qualquer trecho fraco ou mediano, com todas as faixas fluindo naturalmente. Cada composição é convincente e envolvente, demonstrando uma fusão magistral de vários elementos musicais. Todas as mesclas de gêneros distintos soam de forma harmoniosa e impactante, criando uma experiência auditiva única e memorável. A maneira como os músicos combinam, por exemplo, os elementos do rock e do jazz, resulta em uma obra que transcende as expectativas convencionais, apresentando algo realmente inovador. Nestes casos, as influências do jazz aparecem de maneira sutil e refinada, enquanto os aspectos do rock, outorga energia e intensidade às faixas.



O álbum é uma recomendação essencial para quem deseja explorar a fusão única entre o jazz e o rock, passeando por algumas ruelas ao lado do punk, além da música experimental e progressiva. Com uma abordagem inovadora, a música oferece uma experiência envolvente, proporcionando aos ouvintes um itinerário sonoro que desafia expectativas convencionais. Os ouvintes são presenteados do começo ao fim com uma variedade de nuances, desde solos impressionantes até passagens melódicas atraentes, tornando este álbum um verdadeiro petardo para quem aprecia a criatividade musical em sua forma mais pura. Pra quem se deixar levar, é uma viagem inesquecível, pois irá expandir seus horizontes musicais e mergulhar em uma combinação de sons que é surpreendente e emocionante.


The Messthetics and James Brandon Lewis se revela como uma fascinante interseção entre a improvisação livre e o espírito rebelde do rock, incorporando ainda a energia crua do punk. A combinação de estilos resulta em uma experiência auditiva imprevisível, que conquista os ouvintes pela fusão única de gêneros. O álbum se destaca por sua diversidade sonora, que dá espaço a melodias e refrãos cativantes. Além disso, a capacidade de alternância entre passagens intensas e dinâmicas e momentos mais suaves e melódicos demonstra uma ótima versatilidade do quarteto.



Por fim, o álbum gravado em apenas alguns dias, captura uma energia intensa e autêntica que revela a incrível química entre os músicos. Cada integrante trabalha em conjunto, desafiando-se mutuamente a sair de suas zonas de conforto e explorar novos territórios musicais. Embora o processo seja gradual, a colaboração dinâmica se traduz em um som fresco e empolgante, evidenciando a força coletiva de um projeto que tem a potencial de inovar cada vez mais.

 

The Messthetics and James Brandon Lewis

The Messthetics and James Brandon Lewis


Ano: 2024

Gênero: Jazz-Rock, Art Punk, Música de Vanguarda Ouça: "That Thang", "Boatly", "Fourth Wall"

Pra quem curte: Lakecia Benjamin, JD Allen




 

NOTA DO CRÍTICO: 9

 

Ouca "Boatly"


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