'Tapestry' 50 Anos de Uma Obra Sentimentalista e Atemporal


O dia hoje amanheceu chuvoso por aqui, dias assim pedem um boa trilha sonora. Como de costume me recorro a uma das vozes mais doces e melódicas da música. Carole King e o seu magistral 'Tapestry'. Santo Spotify, me salvando nas horas em que mais preciso, sim, ainda não tenho essa perola rara em minha coleção de cds, algo que me faz lembrar que preciso corrigir esse erro o mais rápido possível.


Existem discos que fazem da nossa vida algo mais significativo, soam perfeitamente como se fossem feitos justamente para você, se encaixam como a trilha sonora perfeita para um dia de domingo e para a vida toda. 'Tapestry' é um desses encontros magistrais que definem muito bem a ideia de existencialismo, que fazem da vida essa jornada de inúmeros sabores, sejam eles agridoces ou uma instantânea dose de felicidade. E Carole King consegue cantar isso de uma forma tão doce e profunda, as dores da alma e coração como mera inspiração para criar canções fabulosas.


Vai ver é isso que torna esse disco tão humano, são músicas que exprimem a vida como ela realmente é. Cara! Adoro essa conexão, essa viagem que certas obras me permite buscar dentro da minha própria jornada. Nessa viagem sonora levo comigo canções de Bob Dylan, Beatles, David Bowie, Teenage Fanclub e tantos outros pelo caminho.

"Essa é a conexão que muitos discos possuem entre si. Simplesmente pela forma que eles me fazem sentir isso. E quem vai explicar? Realmente não cabe explicações. E quer saber de uma coisa? A vida é muito curta para explicações".

Por isso adoro essa minha conexão com o Segundo disco da carreira solo da Carole King, um álbum atemporal, emotivo, repleto de reflexões sobre a vida, amor e amizade. Um disco maravilhoso que eu gosto muito. A obra completou 50 anos de lançamento e é um álbum deslumbrante, comovente, que traz em seu contexto, confissões e sentimentos de Carole no decorrer de 12 faixas do disco. Um disco que envelhece cada vez melhor meus amigos.


Tapestry saiu em 1971, e contou com a participação de James Taylor e Joni Mitchell e um grupo de músicos talentosos. Em comparação com o primeiro disco writer (1970) esse daqui é um trabalho mais minimalista, de uma total entrega, seja por parte das letras emotivas, sobre amor, saudade e sentimentos que afagavam; a cantora na época, ou pela voz de Carole, que soa mais viva e crua. O que caracteriza a entrega de corpo e alma! Os arranjos são belíssimos e demonstra toda uma dedicação envolvida. A força das músicas refletem muito dessa intimidade do disco, que já fica notável pela bela e icônica capa do mesmo.


O álbum abre com faixa "I Feel The Earth Move”, uma canção mais embalada, onde é preciso elencar o piano, contrabaixo e os acordes de guitarras, que são magistrais. A letra fala dessa coisa do amor, de como ele aquece nossos dias e estremece nosso chão. Em seguida caímos em “So Far Away” música que soa um tanto biográfica, talvez seja pelo fato da Carole ser uma cantora e viver muito tempo longe de casa. A música toca justamente nesse ponto da distância, de sentir, saudade e não poder ver as pessoas que você ama. Sentimentos que são reforçados ainda mais pelos vocais delicados da cantora.


“It's Too Late” é uma das canções mais bonitas de Carole, e a mais conhecida. É daquelas canções que quebram seu coração. Uma música que fala sobre o fim de um relacionamento, de como as coisas vão esfriando com passar do tempo. “Home Again” é uma das mais curtas do disco. Destaque para a voz e instrumental que tá! sensacional. Uma canção que faz conexão direta com “So Far Away”. Carole, toca novamente no tema, saudade, só que de uma forma mais intensa e fluida. E o álbum segue essa atmosfera introspectiva, delicada, honesta e linda. Uma obra excepcional. Um dos melhores álbuns de 1971.


Artista: Carole King;

Data de Lançamento: 10 de fevereiro de 1971;

Produção: Lou Adler;

Gravadora: Ode;

Gênero: Música pop, Folk rock, Soft rock;

Ouça: "way Over Yonder", "It's Too Late" e "So Far Away".

















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