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Spotify remove 500 mil streams de Malcolm Todd após suspeita de manipulação ligada a apostas

Crescimento incomum de reproduções chamou a atenção e motivou uma investigação envolvendo a plataforma de apostas Kalshi

Spotify
Robert Michael/picture alliance via Getty Images


O Spotify removeu cerca de 500 mil reproduções da música "Earrings", de Malcolm Todd, após identificar um padrão de atividade considerado artificial.


Segundo informações divulgadas pela Wired e repercutidas pela Far Out, a faixa, lançada em 2024, registrou um aumento de aproximadamente 70% no número de streams entre os dias 27 e 28 de junho. O crescimento coincidiu com apostas realizadas na plataforma Kalshi, onde usuários lucraram cerca de 20 vezes ao prever que Malcolm Todd alcançaria o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos.





Uma semana antes da disparada, o mercado da Kalshi atribuía apenas 2,5% de probabilidade para que o artista chegasse ao topo do ranking.


O comportamento dos números chamou a atenção do analista Caleb Davies, que avaliou os dados em estudo publicado pela Wired.


“Olhando para o conjunto de dados de mudanças de domingo para segunda, foi um evento de 11,24 sigma, ou aproximadamente 1 chance em 77 octilhões de acontecer aleatoriamente.”


A Kalshi efetuou os pagamentos aos apostadores antes que o Spotify removesse as reproduções consideradas inválidas. Após o episódio, a empresa retirou o logotipo do Spotify de seu site e passou a exibir um aviso informando que o caso está sendo analisado.


Em comunicado à Wired, um porta-voz da Kalshi afirmou que a companhia está em contato com o Spotify e investiga o ocorrido, mas não informou se pretende rever os pagamentos já realizados.





Já a representante do Spotify, Laura Batey, explicou que tentativas de manipulação de reproduções são um desafio constante para os serviços de streaming.


“Todos os serviços de streaming enfrentam manipulação de streams em constante mudança.”


Ela acrescentou que a plataforma utiliza sistemas próprios para detectar esse tipo de atividade.


“O Spotify tem práticas de detecção e mitigação de streams manipulados de primeira linha, e não pagamos royalties nesses casos.”


As reproduções foram removidas no fim de junho, depois que a plataforma identificou o comportamento incomum nos dados de execução da música.



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