Quatro discos para mergulhar no Grunge



Listamos quatro discos daquele que foi o último grande movimento do rock, o Grunge.


Movimento que nasceu de um declive do Rock Alternativo, lá pelo fim dos anos 80, para revidar o que era conhecido como Glam Rock de bandas como Motley Crue e outras. A cena cresceu e ganhou força na cidade de Seattle, no Estado de Washington, inspirado pelo Hardcore Punk, pelo Indie Rock.


Com letras mais profundas, falando de alienação social, angustias e sarcasmos, e aquele desejo de liberdade, o Grunge foi porta-voz de toda uma geração que sofria traumas psicológicos, abusos e sentiam seres introspectivos.


O início do movimento Grunge se deu em torno da gravadora Sub Pop, de Seattle, no final da década de 80.

 

Mudhoney: "Superfuzz Bigmuff" (1988)


O título desse disco já diz muito sobre sua essência. O Mudhoney não deu início ao movimento Grunge, mas muitos consideram 'Superfuzz Bigmuff' como o início da cena. Para quem não sabe Superfuzz e Bigmuff são pedais de guitarras de efeito. O que caracterizou o Grunge. O que podemos ouvir nesse disco é uma frequência de punk e psicodelia.


Em 1990, a Sub Pop lançou uma reedição, adicionando algumas faixas extras. Assim os fãs puderam finalmente ouvir "Touch Me I'm Sick", "Sweet Young Things (Ain't No More)" e "In 'n' Out Of Grace" de uma só vez. O resto é história e Grunge na veia.



 

Nirvana: In Utero: (1993)

Esse é o disco do Nirvana, "queridinho" aqui da casa. O mundo ainda estava extasiado pelo furação 'Nervermind' e muitos esperavam por uma sequência do disco anterior. Porém, Cobain e cia entregaram um álbum totalmente humano, cru e honesto. Mais uma vez o Nirvana surpreendeu a todos com um trabalho potente e certeiro nas feridas de toda uma geração. 'In Utero' é agressivo e pesado na medida certa. Um álbum introspectivo com letras incisivas.


Um disco repleto de ironia, cheio de contravenções e sinceridade. Praticamente o Nirvana sabotando a fórmula que consagrou Nevermind. Aquele adeus honesto e comovente de Kurt Cobain.



 

Pearl Jam: Ten (1991)



'Ten' com certeza tem sua importância e valor na explosão do Grunge assim como 'Nevermind' do Nirvana. Mas além do Grunge, o disco de estreia do Pearl Jam, ajudou a moldar e a crescer o movimento que ficou conhecido como Rock Alternativo. Um álbum nostálgico de belas canções do início ao fim. A banda foi fruto do término do Green River- uma banda de Seattle, que não chegou a se encontrar musicalmente, em termos de identidade. Para muitos, o Pearl Jam já nasceu predisposto a ser uma grande banda, com todos os elementos ali necessários para isso.


A Guitarra precisa e pontual de Stone Gossard foi um canal perfeito para a voz veemente de Eddie Vedder. Sem falar de canções como "Why Go", "Jeremy", "Black" e "Alive" que se tornaram verdadeiros hinos consagrados e cultuados até hoje. Muitos dizem que nos anos 90, Vedder assumiu um posto comparado a Peter Townshed do The Who, nos anos 70.



 

Soundgarden: 'Superunknown' (1993)


Esse é o disco onde as influências de Led Zeppelin e Black Sabbath definitivamente encontrou o poder criativo do Soundgarden e acabou colocando um equilíbrio no desgaste do sucesso comercial.


Solos de guitarras memoráveis, Chris Cornell e sua potência vocálica que eleva uma certa agressividade nítida em faixas como "Let Me Drown" e "My Wave". Sem falar no enorme sucesso da banda "Black Hole Sun".


O Soundgarden sempre foi uma constante na uniformidade do Grunge, algo mais Metal, porém, o lado underground do guitarrista Kim Thayil- afastou a banda de comparações com Metálica e Guns N' Roses. (minha opinião).



 




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