Paul McCartney cai na risada ao tocar Beatles com Chad Smith e Will Ferrell no Saturday Night Live
- Marcello Almeida
- há 2 dias
- 2 min de leitura
Ex-Beatle ainda surpreendeu o público com performances extras de “Help!” e “Drive My Car” após o fim oficial do programa

Aos 83 anos, Paul McCartney continua fazendo algo que poucos artistas conseguem sustentar por tanto tempo: parecer genuinamente feliz em cima de um palco. E foi exatamente esse clima descontraído que tomou conta de sua recente participação no Saturday Night Live.
Depois de já ter chamado atenção durante o programa com apresentações musicais e participações em esquetes, Macca ainda reservou algumas surpresas extras para quem permaneceu acompanhando o pós-créditos da atração. Novos vídeos divulgados mostram o ex-Beatle permanecendo no estúdio após o encerramento oficial do episódio para tocar clássicos dos Beatles ao lado de convidados especiais.
Entre eles, Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers, e o ator Will Ferrell. A primeira música apresentada foi Help!.
Enquanto McCartney assumia os vocais acompanhado de sua banda, Chad Smith ficou responsável pela bateria, enquanto Ferrell apareceu segurando um cowbell numa referência direta à clássica esquete do SNL inspirada em Blue Öyster Cult.
E foi justamente o exagero proposital de Ferrell que acabou roubando parte da cena. O ator entrou completamente no personagem, fazendo movimentos absurdamente dramáticos com o instrumento e arrancando risadas visíveis de Paul McCartney durante a apresentação. Em vários momentos, Macca parece genuinamente incapaz de segurar o riso enquanto observa a performance caótica de Ferrell ao lado da banda.
Os vídeos divulgados também mostram que o músico ainda presenteou a plateia com uma performance adicional de Drive My Car, transformando o encerramento do programa numa pequena celebração improvisada do catálogo beatle.
A química entre McCartney, Chad Smith e Will Ferrell já havia aparecido anteriormente durante uma esquete exibida ao longo do episódio.
No quadro, Ferrell e Smith brincavam mais uma vez com a famosa semelhança física entre os dois, piada recorrente na cultura pop há anos. Em determinado momento, Paul entra na cena fingindo acreditar que o ator realmente era o baterista do RHCP.
“Boa tentativa, Chad”, dispara McCartney sorrindo. “Volte pra bateria, que é o seu lugar.”
A participação rapidamente virou um dos momentos mais comentados do episódio. Na parte musical oficial do programa, Paul apresentou Days We Left Behind, faixa inédita de seu próximo álbum, The Boys Of Dungeon Lane, previsto para chegar em 29 de maio. O músico também tocou Band on the Run, clássico lançado originalmente pelo Wings em 1974.
Já durante os créditos finais do programa, McCartney ainda emendou uma performance de Coming Up, do álbum McCartney II.
Talvez o mais interessante em tudo isso seja perceber como Paul parece atravessar diferentes fases da própria carreira sem transformar nenhuma delas em peça de museu. Ele pode apresentar música inédita, revisitar Beatles, brincar em esquetes de humor e improvisar clássicos no fim do programa, tudo dentro da mesma noite, sem soar preso ao próprio legado.
E talvez seja justamente isso que mantenha McCartney tão vivo artisticamente depois de tantas décadas: a sensação de que, mesmo sendo um dos músicos mais importantes da história, ele ainda consegue simplesmente se divertir tocando música.
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