Paul Dano quebra o silêncio após Quentin Tarantino chamá-lo de “o ator mais fraco do SAG”
- Marcello Almeida

- há 2 dias
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Quando o ataque diz mais sobre quem ataca do que sobre quem é atacado

Paul Dano finalmente decidiu falar sobre uma das críticas mais gratuitas e estranhas que já circularam em Hollywood nos últimos anos. Durante o Festival de Cinema de Sundance, antes da sessão especial de 20 anos de Pequena Miss Sunshine, o ator foi questionado sobre a declaração de Quentin Tarantino, que o classificou como “o ator mais fraco no SAG”, o sindicato dos artistas dos EUA.
Antes mesmo que Dano respondesse, quem tomou a frente foi Toni Collette, colega de elenco no filme, visivelmente irritada com o assunto:
“Sério que vamos falar disso? Que se dane aquele cara! Ele devia estar drogado… foi confuso. Quem faz uma coisa dessas?”
Até então, Dano nunca havia comentado publicamente o ataque. Em conversa com a Variety, ele deixou claro que preferiu observar a reação coletiva que se seguiu ao comentário de Tarantino — e que, para ele, falou mais alto do que qualquer resposta direta:
“Isso foi muito legal”, disse o ator. “Também fiquei incrivelmente grato por o mundo ter se manifestado a meu favor, para que eu não precisasse fazer isso.”
A repercussão foi imediata. Redes sociais, colegas de profissão e fãs reagiram em defesa de Dano, cuja carreira é marcada justamente por personagens intensos, vulneráveis e longe de qualquer caricatura hollywoodiana.
Os diretores de Pequena Miss Sunshine, Jonathan Dayton e Valerie Faris, também se posicionaram. Dayton foi direto ao classificar o comentário de Tarantino como uma “vergonha”:
“Sinceramente, só consigo pensar que a crueza da atuação dele deixou Tarantino desconfortável. Ele não se deixou abalar facilmente.”
Já Faris destacou algo que ficou evidente no episódio:
“Sabe o que foi interessante? As pessoas saíram em defesa do Paul. Imediatamente… ele é amado por tanta gente. Ele é tão inteligente.”
No fim, a polêmica parece ter reforçado exatamente o oposto do que Tarantino tentou cravar. Enquanto a crítica envelhece mal, o trabalho de Paul Dano segue sólido, respeitado e, sobretudo, defendido por quem realmente importa: quem entende de cinema e quem o faz.















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