“O Agente Secreto” se destaca no Platino, mas Brasil divide protagonismo na premiação
- Marcello Almeida

- há 18 horas
- 2 min de leitura
Filme conquista três estatuetas técnicas, enquanto representantes brasileiros enfrentam derrotas em categorias importantes

O cinema brasileiro apareceu, e fez barulho, na primeira leva de vencedores do Prêmios PLATINO XCARET, mas não saiu ileso.
Na etapa inicial da 13ª edição da premiação, que contempla produções de toda a Ibero-América, O Agente Secreto se destacou ao conquistar três estatuetas importantes nas categorias técnicas. O longa levou Melhor Música Original, assinada por Tomaz Alves Souza e Mateus Alves, além de Melhor Direção de Arte (Thales Junqueira e Eduardo Serrano) e Melhor Montagem (Matheus Farias).
É um reconhecimento que pesa. Principalmente porque essas categorias, muitas vezes tratadas como bastidores, são justamente onde o cinema revela sua engenharia mais sensível. Onde o filme respira sem precisar de diálogo. Onde o impacto é construído.
Mas o saldo brasileiro não foi apenas de celebração.
Nomes importantes ficaram pelo caminho. Rodrigo Santoro não levou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por O Último Azul, que acabou nas mãos do espanhol Álvaro Cervantes, por Sorda. Já Dira Paes também ficou de fora na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por Manas, vencida pela argentina Camila Plaate, por Belén.
Outras produções brasileiras também enfrentaram dificuldades. O Filho de Mil Homens não conseguiu converter suas indicações em vitórias, perdendo categorias como Melhor Direção de Som, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Especiais, todas levadas por Sirât — além de Melhor Maquiagem, que ficou com O Cativo. Já O Agente Secreto, apesar do bom desempenho geral, não venceu em Melhor Figurino, prêmio conquistado por A Ceia.
Na televisão, o cenário não foi muito diferente.
Mesmo com produções como Tremembé, Os Donos do Jogo e Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente marcando presença, o Brasil não levou estatuetas nas categorias de atuação coadjuvante. Os prêmios ficaram com César Troncoso e Andrea Pietra, pela série argentina O Eternauta.
As categorias técnicas de TV também escaparam. Produções brasileiras foram superadas por títulos como O Eternauta, Anatomia de um Instante e Menem, em disputas por Melhor Montagem, Melhor Música Original e Melhor Fotografia. Um cenário que evidencia não apenas a competitividade da premiação, mas também o nível elevado das produções ibero-americanas como um todo.
Ainda assim, a história não terminou. O Brasil segue forte na disputa pelas categorias principais do Prêmios PLATINO XCARET. O Agente Secreto e O Filho de Mil Homens continuam concorrendo ao prêmio máximo de Melhor Filme, além de outras indicações relevantes que ainda serão reveladas.
A decisão final acontece no dia 9 de maio, no Teatro Gran Tlachco, dentro do Parque Xcaret, na Riviera Maya. Até lá, o cinema brasileiro segue em um lugar curioso.
Entre o reconhecimento e a ausência. Entre o prêmio e a expectativa. E talvez seja justamente aí que ele continue mais vivo.
Nem toda vitória vem com troféu, às vezes, ela está em ainda estar na disputa.
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