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Mãe de Amy Winehouse relembra a filha no 15º aniversário de sua morte: "Ela foi vítima do próprio sucesso"

Janis Winehouse refletiu sobre a luta da cantora contra a dependência e reforçou a importância de ampliar a conscientização sobre o vício

Amy Winehouse
Imagem: Alamy

Quinze anos após a morte de Amy Winehouse, sua mãe, Janis Winehouse, voltou a falar sobre a perda da filha e sobre o trabalho que a família desenvolve para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade e dependência química.





Amy morreu em 23 de julho de 2011, aos 27 anos, após ser encontrada sem vida em sua casa, em Camden, no norte de Londres. Posteriormente, foi concluído que a cantora morreu em decorrência de uma intoxicação acidental por álcool.


Desde então, a família tem mantido iniciativas como o Amy's Place e a Fundação Amy Winehouse, voltadas ao acolhimento e ao apoio de mulheres que enfrentam problemas relacionados à dependência.


Em entrevista ao The i, Janis refletiu sobre o impacto que a fama teve na vida da artista.


"Ela foi vítima do próprio sucesso. Ela não o queria, mas ele simplesmente a seguiu. E ela ficava pensando: 'Quem, eu?'"


Ao comentar sobre a dependência, Janis ressaltou como o vício se torna uma condição difícil de romper.


"Uma vez viciado, viciado para sempre. O único chefe é o vício. As pessoas dizem: 'É só parar'. Elas não entendem. Você não consegue simplesmente parar, porque seu corpo está dizendo: 'Eu preciso disso'."





Ela também afirmou acreditar que a insegurança da filha contribuiu para que o álcool se tornasse uma forma de aliviar o sofrimento emocional.


"Ela não tinha confiança. Daí o álcool. Acho que acontece com muitos dependentes. O álcool alivia a dor. E isso é algo terrível no vício."


Hoje, aos 72 anos, Janis diz que continua aprendendo a conviver com o luto.


"Estou simplesmente seguindo em frente porque é isso que eu faço. Sigo com a vida. Eu a vivo."


Na mesma reportagem, Jane Winehouse, madrasta da cantora e esposa de seu pai, Mitch Winehouse, criticou a intensa perseguição da imprensa durante os últimos anos de vida da artista.


"Os paparazzi ficavam estacionados em frente à porta dela de manhã, à tarde e à noite. Era uma época muito diferente. Felizmente, espero que tenhamos superado isso."


No início deste mês, o guitarrista Ronnie Wood, dos Rolling Stones, também relembrou sua convivência com Amy após os dois dividirem o palco no Festival da Ilha de Wight, em 2007.


Segundo Wood, ele costumava incentivá-la antes das apresentações.


"Ela dizia: 'Ai, Ronnie, o que eu vou fazer?'. Eu respondia: 'Todo mundo sabe que você tem vodca na garrafa de água. Se recomponha e suba no palco.'"


Apesar das dificuldades pessoais enfrentadas pela cantora, o músico afirmou que seu talento permanecia intacto quando ela conseguia subir ao palco.


"Se você conseguisse levá-la até lá e ela permanecesse lá, seria fantástico."


Quinze anos após sua morte, Amy Winehouse continua sendo lembrada não apenas pela voz singular e pelos discos que marcaram uma geração, mas também por uma história que ajudou a ampliar o debate sobre dependência, saúde mental e os efeitos da exposição constante imposta pela fama.



O Teoria Cultural nasceu da paixão pela cultura pop, pela música, pelo cinema e pela arte como forma de expressão e entendimento do mundo. O projeto começou como uma página no Instagram, inicialmente chamada Caro Vinil, voltada à celebração dos discos, do rock e das narrativas culturais que atravessam gerações. Saiba mais

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