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Morre, aos 83 anos, Astrud Gilberto, a cantora brasileira que fez a Bossa Nova rodar o mundo

Descanse em paz, querida Astrud Gilberto!

(crédito: Instagram/ reprodução)


Morreu na segunda-feira (5 de junho de 2023), a cantora e compositora brasileira Astrud Gilberto, aos 83 anos. A informação foi confirmada por Sofia Gilberto, neta da artista nas redes sociais em uma postagem bem emocionante.


"Minha vovó Astrud Gilberto fez essa música pra mim, se chama Linda Sofia. Inclusive, ela queria que meu nome fosse Linda Sofia. A vida é linda, como diz a música, mas venho trazer a triste notícia que minha avó virou estrela hoje e está ao lado do meu avô João Gilberto", escreveu Sofia em um post do Instagram.



De acordo com familiares, ela veio a falecer após sentir um mal-estar digestivo e logo em seguida veio a falecer de coração em sua casa na Filadélfia, nos Estados Unidos.


"Morreu na casa que ela amava, onde pintava seus quadros. É uma casa cheia das obras de arte dela, mil pinturas. Faleceu como ela preferia. Nesse ponto, foi embora em paz. Astrud foi um grande exemplo artístico para suas netas e filhos. Foi uma artista múltipla, que cantava, compunha e pintava. E inspirou a Sofia, que segue a avó, pintando, compondo e cantando", disse Adriana Magalhães, nora de Astrud Gilberto.

Astrud Evangelina Weinert nasceu em Salvador, em 29 de março de 1940, que ainda criança se muidou para o Rio de Janeiro com os pais. Ela conheceu o músico João Gilberto através da amiga Nara Leão, a musa da Bossa Nova. Foi de João que ela adotou o sobrenome Gilberto.


Ela permaneceu casada com João Gilberto de 1959 até 1964. Durante esse período participou de apresentações de João Gilberto e também de outros artistas igualmente importantes da música brasileira como Nara Leão e Elza Soares.



Em 1963 ela se mudou para os Estados Unidos e foi por lá juntamente com João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim que ela gravou o álbum "Getz/Gilberto" que foi lançado no ano seguinte em 1964. "Getz/Gilberto" é considerado um dos mais importantes e melhores da história do Jazz e da Bossa Nova por conter a versão em inglês da canção "Garota de Ipanema" que possui o nome de "The Girl From Ipanema". O álbum é tão bem-sucedido que, em 1965, ganhou o Grammy de "Álbum do Ano", enquanto "The Girl From Ipanema" ganhou o Grammy de "Gravação do Ano".


"Garota de Ipanema" é considerada uma das canções mais regravadas da história da música. Pertencente aos gêneros Bossa Nova, Jazz e Samba, ela fez o mundo conhecer a Bossa Nova por conta do canto suave, doce e cool que fez dessa canção ser referência Pop, uma característica boa de brasilidade, um marco atemporal cultural e por colocar o nome da Astrud Gilberto como uma importante e relevante influência para os mais diversos músicos ao redor do planeta Terra.


Após o divórcio com João Gilberto, ela continou a morar nos Estados Unidos, se casou com Greg Lasorsa, investiu na carreira de artista plástica e se tornou ativista em prol dos direitos dos animais.


Além de "The Girl From Ipanema" Astrud Gilberto fez muitas outras ótimas interpretações, com destaque para "Água de Beber (Water To Drink)", "How Insensitive", "Desafinado" em um elegante dueto com renomado músico George Michael e "Far Away" sendo que essa última canção citada é um grandioso e belíssimo dueto com o ilustre e renomado cantor e trompetista Chet Baker, um dos ilustres nomes da história do Jazz.


Em vida a Astrud lançou 19 álbuns, sendo o último lançado em 2003 e desde o ano de 2002 ela estava longe dos palcos.



O Teoria Cultural reconhece e enaltece a importância de Astrud Gilberto para a música brasileira e também para a música mundial ao ver no seu talento e carisma um nome que será lembrado e reverenciado por pessoas das mais diversas origens e gerações por ter feito e contribuído para a música brasileira, em especial a Bossa Nova, rodar o mundo.


Descanse em paz, querida Astrud Gilberto!

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