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Lady Gaga transforma o Grammy 2026 em espetáculo industrial com performance visceral de “Abracadabra”

Quando Lady Gaga pisa num palco de premiação, o Grammy vira cenário

Lady Gaga
Imagem: Divulgação

Lady Gaga voltou a fazer do Grammy Awards algo maior do que uma simples cerimônia. Na noite deste domingo (1), a artista apresentou uma versão densa, teatral e quase ameaçadora de “Abracadabra”, deixando claro por que suas performances costumam virar assunto muito além da música.



A apresentação começou em clima de tensão máxima. Gaga surgiu atrás de um teclado, usando um capacete preto em formato de gaiola, de onde partiam fios vermelhos, numa imagem que misturava fetiche, prisão e ritual. O figurino seguia a mesma lógica: penas pretas e vermelhas no torso, saia longa de couro e uma bengala preta que funcionava quase como extensão do corpo.


A leitura da canção fugiu do pop tradicional. Os vocais vieram mais sombrios, a interpretação carregada de agressividade controlada, com uma estética claramente inspirada no rock industrial. O peso foi reforçado pela presença de Andrew Watt na guitarra e de Josh Freese na bateria — músico que recentemente retornou ao Nine Inch Nails após passagem pelo Foo Fighters.


Em um dos momentos mais marcantes, Gaga arremessou a bengala para longe, atacou o teclado com fúria e passou a recitar o refrão de forma quase hipnótica. Depois, afastou-se do instrumento, apontou novamente a bengala para a plateia e repetiu o refrão com gestos intensos, enquanto o palco era tomado por fumaça e um lamento operístico encerrava a performance em tom dramático.


“Abracadabra” faz parte do álbum MAYHEM, lançado em março de 2025. O disco estreou no topo da Billboard 200, tornando-se o quinto álbum solo de Gaga a alcançar o primeiro lugar, além de liderar a parada Top Dance Albums por 37 semanas. A faixa chegou à 13ª posição da Billboard Hot 100 e permaneceu 20 semanas no ranking.


No Grammy 2026, Gaga chegou com sete indicações — o maior número de sua carreira em um único ano. Ela concorreu a Álbum do Ano, Melhor Álbum Vocal Pop, Gravação do Ano, Canção do Ano, Melhor Gravação Dance Pop (“Abracadabra”), Melhor Performance Pop Solo (“Disease”) e Melhor Álbum Vocal Pop Tradicional (Harlequin).



A noite terminou com mais troféus para a estante. Gaga venceu Melhor Álbum Vocal Pop e, mais cedo, já havia levado o prêmio de Melhor Gravação Dance Pop por “Abracadabra”. Com isso, alcançou a marca de 15 vitórias em 45 indicações e cravou um feito histórico: tornou-se a primeira artista a vencer todas as categorias pop do Grammy ao longo dos anos.


No fim das contas, não foi só uma performance. Foi mais um lembrete de que, quando Lady Gaga decide aparecer, ela não participa do espetáculo — ela é o espetáculo.



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