Kurt Cobain e Axl Rose discordavam de tudo, menos de Freddie Mercury
- Marcello Almeida
- há 20 horas
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Mesmo em lados opostos do rock dos anos 90, dois rivais dividiam a mesma admiração

As diferenças entre Kurt Cobain e Axl Rose eram públicas e notórias nos anos 1990. O vocalista do Nirvana criticava abertamente o que via como excessos e posturas problemáticas associadas ao Guns N’ Roses, enquanto Rose representava uma vertente mais tradicional e teatral do hard rock.
Cobain costumava defender uma abordagem mais introspectiva e socialmente consciente, refletida em músicas como “Polly” e “Something in the Way”. Já Rose consolidou a imagem da chamada “banda mais perigosa do mundo”, abraçando o exagero e a dramaticidade que marcaram o hard rock do fim dos anos 80 e início dos 90.
Apesar das divergências, havia um nome que unia os dois: Freddie Mercury. O vocalista do Queen era admirado por ambos. (Via Far out Magazine)
Rose declarou certa vez:
“Para mim, é simples: o Queen é a maior banda e Freddie é o maior vocalista de todos os tempos. A banda é a maior porque abraçou muitos estilos diferentes.” A admiração ficou evidente quando ele interpretou “Bohemian Rhapsody” ao lado de Elton John no Concerto em Tributo a Freddie Mercury.
Cobain também demonstrava apreço pela banda britânica. Em um relato sobre a juventude, afirmou:
“Eu costumava tirar um cochilo na van e ouvir Queen. Repetidamente, até descarregar a bateria. Aí a gente ficava na mão. Isso aconteceu algumas vezes. Ficávamos presos com a bateria descarregada porque eu tinha ouvido Freddie Mercury demais.”
Mesmo em meio à rivalidade entre Nirvana e Guns N’ Roses, o Queen mantinha relação cordial com integrantes das duas bandas. O guitarrista Brian May chegou a circular pelos bastidores de eventos em que músicos do cenário alternativo e do hard rock se encontravam.
A influência do Queen atravessou gerações e estilos, tornando-se referência tanto para o rock de arena quanto para o grunge. Em um período marcado por conflitos estéticos e ideológicos dentro do gênero, a obra de Freddie Mercury e companhia serviu como raro ponto de convergência entre dois dos nomes mais emblemáticos da década.






