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Interpol volta ao Lollapalooza com a frieza que conquista

A banda transforma cada nota em experiência coletiva

Interpol
Imagem: Divulgação

O Interpol é daquelas bandas que carregam um certo charme elegante. Os caras se apresentam de terno, com aquela estética soturna, sobem no palco com pouca conversa e arrastam o público para dentro do próprio clima, são donos de uma precisão cirúrgica, aquela atmosfera convidativa, carregada por uma frieza que virou símbolo da banda.



E isso não é delírio ou paranoia desse que vos escreve. Foi exatamente assim em 2015 e 2019, e será assim novamente em 2026. Uma coisa é certa: apesar de uma discografia que oscila entre altos e baixos, os shows do Interpol são sempre inesquecíveis, sempre deixam uma marquinha nostálgica e gostosa na gente.


Voltando lá em 2015, o trio, já sem Carlos Dengler, apresentava El Pintor ao lado de hits e clássicos. Canções como a contagiante "PDA", a densa "NYC" e a sensual "Say Hello to the Angels" dividiam espaço com “All the Rage Back Home” e “Everything Is Wrong”, e o público abraçou a melancolia com o peito aberto e a alma inebriante.


Quatro anos depois, em 2019, a dinâmica mudou: o festival estava mais disperso, mas quando “Evil”, “Slow Hands” e “All the Rage Back Home” surgiam, o clima mudava, e a estética em preto e branco reafirmava a identidade Interpol em meio ao caos colorido do Lolla.



Agora, em 2026, a banda chega com a segurança de quem domina a própria assinatura: no Lollapalooza, um set enxuto de hits que todos reconhecem; no sideshow, repertório mais profundo para os fãs mergulharem. O álbum mais recente, The Other Side of Make-Believe (2022), surge como parte da narrativa sem apagar o peso histórico da banda. A receita é simples, mas infalível: precisão, melancolia e controle absoluto da energia no palco.



Quando tudo se encaixa, música, público, momento, o Interpol transforma um show em memória coletiva. É frio, é intenso, é impossível de esquecer.

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