Especial: 8 artistas de Minas Gerais que você precisa conhecer que representam a força da música mineira
- alexandre.tiago209

- há 2 dias
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Sou do Mundo, Sou Minas Gerais...

Falar de música de Minas Gerais é falar de diversidade, identidade cultural e tradição. O estado que revelou nomes como Clara Nunes, Lô Borges, Samuel Rosa, Djonga, Paula Fernandes, Fernando Mascarenhas e João Bosco continua sendo um dos polos mais criativos da cultura brasileira.
Minas é terra de montanhas, estradas sinuosas, minério de ferro, cachoeiras, artesanatos e quitutes que atravessam gerações. É também o berço da poesia de Carlos Drummond de Andrade, do lirismo de Guimarães Rosa e do pensamento de Darcy Ribeiro. Toda essa riqueza cultural molda uma sonoridade própria: intimista, potente, acolhedora e cheia de mineiridade.
Com essa essência, o Teoria Cultural, apresenta através dessa curadoria, 8 artistas de Minas Gerais que você deveria conhecer e ouvir. Essa lista tem nomes novos e nomes consagrados que merecem mais divulgação. Sua intenção é de valorizar a cena mineira e reforçar a força da música autoral produzida no Estado.
Ouça sem moderação!
Esse texto foi feito para homenagear a cantora Adriana Araújo que faleceu 02 de março de 2026, aos 49 anos, após complicações decorrentes de um aneurisma cerebral.
Gabriel Froede

Natural de Teófilo Otoni, no Norte de Minas Gerais, o cantor e compositor Gabriel Froede desponta como um dos nomes mais interessantes da nova geração da música pop mineira. Com uma identidade artística marcada pela brasilidade, pelo lirismo e por uma sonoridade envolvente, o artista vem conquistando espaço na cena de Minas Gerais com consistência e autenticidade.
Ao longo de sua trajetória, Gabriel lançou singles, um EP e, em 2024, apresentou o álbum Por que não dizer que te amo agora?, trabalho que reafirma sua maturidade criativa e fortalece sua presença no cenário da música autoral brasileira.
Chico e o Mar

A banda belo-horizontina Chico e o Mar, liderada por Daniel Moreira, conhecido pelo bordão “Eu sou de Belo Horizonte, mas não conheço Belo Horizonte” e por seus reviews gastronômicos no Instagram, constrói, desde 2018, um indie pop-rock envolvente e cheio de referências.
Com letras que abordam o cotidiano, as relações humanas e questões existenciais, o grupo lançou em 2020 seu primeiro álbum, um trabalho enérgico que consolidou seu espaço na cena mantendo desde então uma sequência constante de singles e representa bem a nova geração da música alternativa de Belo Horizonte.
Ossos do Banquete

Foto: Divulgação/Facebook.
Com influências do rock nacional e internacional dos anos 70 e 80, além de referências como Raul Seixas, Ramones e AC/DC, a banda Ossos do Banquete, de Betim, tem mais de 20 anos de carreira e entrega energia e atitude no palco. Em 2024, lançou o disco Mineiridade, trabalho que reforça a potência do rock produzido em Minas Gerais.
Ladies of Rock

Formada em Uberlândia, por Quesia Nunes, Fabi Souza, Zaia e Gabi Anias, a banda Ladies of Rock aposta em um rock com atitude e letras que exploram relações e vivências contemporâneas.
Desde 2019, o grupo vem consolidando espaço na cena com singles como "Garota Inocente", "Histórias de Amor (Sapatinho)" e "Enlouqueço". Elas representam a vibração enérgica do triângulo mineiro.
Anna Pêgo

Com voz potente e letras sensíveis, a cantora Anna Pêgo, de Betim, constrói uma trajetória consistente na música autoral mineira. Com dois álbuns lançados e o single Instintos (2025), a artista reafirma a força feminina na cena cultural de Minas Gerais, unindo emoção e autenticidade com pop e brasilidade.
Varanda

Foto: Yan Gabriel
Misturando pop, rock e MPB com forte identidade regional, a banda Varanda, de Juiz de Fora, lançou em 2024 o álbum Beirada, trabalho de estreia que evidencia maturidade sonora. Formada por Amélia do Carmo, Augusto Vargas, Bernardo Merhy e Mario Lorenzi, o grupo representa a vitalidade artística da Zona da Mata mineira.
Zé Geraldo

Foto: Alessandra Fratus/Divulgação
José Geraldo Juste, conhecido artisticamente como Zé Geraldo, é um dos nomes mais marcantes do folk brasileiro e uma referência importante na música popular produzida em Minas Gerais. Natural de Rodeiro, na Zona da Mata mineira, o cantor e compositor construiu uma carreira sólida ao longo de mais de cinco décadas, marcada por uma sonoridade que dialoga com influências de artistas como Bob Dylan e Raul Seixas, sem perder sua identidade autoral.
Com letras poéticas, profundas e carregadas de sensibilidade como "Senhorita" e "Como Diria Dylan", ele desenvolveu uma obra que observa atentamente a vida cotidiana, os sentimentos humanos e as transformações sociais. Uma figura essencial para compreender a diversidade musical de Minas Gerais.
Adriana Araújo

Nascida na comunidade Pedreira Prado Lopes, tradicional região da Lagoinha, em Belo Horizonte. Adriana Araújo se consolidou como uma das vozes mais representativas do samba mineiro e da cultura popular de Minas Gerais.
Formada artisticamente em oficinas de dança afro e teatro dentro da própria comunidade, construiu uma trajetória marcada por identidade, resistência e potência vocal. Sua carreira solo começou em 2020; no ano seguinte, lançou o álbum Minha Verdade e, em 2024, apresentou 3 Jorges, trabalho ao vivo que homenageia Jorge Aragão, Seu Jorge e Jorge Ben Jor, reafirmando seu protagonismo no cenário do samba em Minas Gerais.
A cultura de Minas Gerais vai além da tradição do Clube da Esquina, do Rock vibrante ou da MPB histórica. Ela se reinventa nas periferias, nos coletivos independentes, nos festivais regionais e nas plataformas digitais. A nova música mineira dialoga com o passado, mas constrói o futuro com identidade própria.
Conhecer esses artistas é valorizar a produção cultural brasileira e mineira, fortalecer a cena independente e ampliar o repertório musical com qualidade, diversidade e autenticidade.










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