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Especial: 8 artistas de Minas Gerais que você precisa conhecer que representam a força da música mineira

Sou do Mundo, Sou Minas Gerais...

Foto: Freepik
Foto: Freepik

Falar de música de Minas Gerais é falar de diversidade, identidade cultural e tradição. O estado que revelou nomes como Clara Nunes, Lô Borges, Samuel Rosa, Djonga, Paula Fernandes, Fernando Mascarenhas e João Bosco continua sendo um dos polos mais criativos da cultura brasileira.


 

Minas é terra de montanhas, estradas sinuosas, minério de ferro, cachoeiras, artesanatos e quitutes que atravessam gerações. É também o berço da poesia de Carlos Drummond de Andrade, do lirismo de Guimarães Rosa e do pensamento de Darcy Ribeiro. Toda essa riqueza cultural molda uma sonoridade própria: intimista, potente, acolhedora e cheia de mineiridade.


Com essa essência, o Teoria Cultural, apresenta através dessa curadoria, 8 artistas de Minas Gerais que você deveria conhecer e ouvir. Essa lista tem nomes novos e nomes consagrados que merecem mais divulgação. Sua intenção é de valorizar a cena mineira e reforçar a força da música autoral produzida no Estado.


Ouça sem moderação!

 

Esse texto foi feito para homenagear a cantora Adriana Araújo que faleceu 02 de março de 2026, aos 49 anos, após complicações decorrentes de um aneurisma cerebral.

 

  1. Gabriel Froede

Gabriel Froede
Foto: Rachel Pontes

Natural de Teófilo Otoni, no Norte de Minas Gerais, o cantor e compositor Gabriel Froede desponta como um dos nomes mais interessantes da nova geração da música pop mineira. Com uma identidade artística marcada pela brasilidade, pelo lirismo e por uma sonoridade envolvente, o artista vem conquistando espaço na cena de Minas Gerais com consistência e autenticidade.


Ao longo de sua trajetória, Gabriel lançou singles, um EP e, em 2024, apresentou o álbum Por que não dizer que te amo agora?, trabalho que reafirma sua maturidade criativa e fortalece sua presença no cenário da música autoral brasileira.



  1. Chico e o Mar

Chico e o Mar
foto por mari ávila


A banda belo-horizontina Chico e o Mar, liderada por Daniel Moreira, conhecido pelo bordão “Eu sou de Belo Horizonte, mas não conheço Belo Horizonte” e por seus reviews gastronômicos no Instagram, constrói, desde 2018, um indie pop-rock envolvente e cheio de referências.


Com letras que abordam o cotidiano, as relações humanas e questões existenciais, o grupo lançou em 2020 seu primeiro álbum, um trabalho enérgico que consolidou seu espaço na cena mantendo desde então uma sequência constante de singles e representa bem a nova geração da música alternativa de Belo Horizonte.



  1. Ossos do Banquete

    Ossos do Banquete
    Foto: Divulgação/Facebook.

Com influências do rock nacional e internacional dos anos 70 e 80, além de referências como Raul Seixas, Ramones e AC/DC, a banda Ossos do Banquete, de Betim, tem mais de 20 anos de carreira e entrega energia e atitude no palco. Em 2024, lançou o disco Mineiridade, trabalho que reforça a potência do rock produzido em Minas Gerais.


 

  1. Ladies of Rock

Ladies of Rock
Foto: Divulgação

Formada em Uberlândia, por Quesia Nunes, Fabi Souza, Zaia e Gabi Anias, a banda Ladies of Rock aposta em um rock com atitude e letras que exploram relações e vivências contemporâneas.


Desde 2019, o grupo vem consolidando espaço na cena com singles como "Garota Inocente", "Histórias de Amor (Sapatinho)" e "Enlouqueço". Elas representam a vibração enérgica do triângulo mineiro.




  1. Anna Pêgo

Anna Pêgo
Foto: Divulgação

Com voz potente e letras sensíveis, a cantora Anna Pêgo, de Betim, constrói uma trajetória consistente na música autoral mineira. Com dois álbuns lançados e o single Instintos (2025), a artista reafirma a força feminina na cena cultural de Minas Gerais, unindo emoção e autenticidade com pop e brasilidade.



  1. Varanda

    Varanda
    Foto: Yan Gabriel

Misturando pop, rock e MPB com forte identidade regional, a banda Varanda, de Juiz de Fora, lançou em 2024 o álbum Beirada, trabalho de estreia que evidencia maturidade sonora. Formada por Amélia do Carmo, Augusto Vargas, Bernardo Merhy e Mario Lorenzi, o grupo representa a vitalidade artística da Zona da Mata mineira. 



  1. Zé Geraldo

    Zé Geraldo
    Foto: Alessandra Fratus/Divulgação

José Geraldo Juste, conhecido artisticamente como Zé Geraldo, é um dos nomes mais marcantes do folk brasileiro e uma referência importante na música popular produzida em Minas Gerais. Natural de Rodeiro, na Zona da Mata mineira, o cantor e compositor construiu uma carreira sólida ao longo de mais de cinco décadas, marcada por uma sonoridade que dialoga com influências de artistas como Bob Dylan e Raul Seixas, sem perder sua identidade autoral.


Com letras poéticas, profundas e carregadas de sensibilidade como "Senhorita" e "Como Diria Dylan", ele desenvolveu uma obra que observa atentamente a vida cotidiana, os sentimentos humanos e as transformações sociais. Uma figura essencial para compreender a diversidade musical de Minas Gerais.


 

  1. Adriana Araújo

Adriana Araújo
Foto: Ronald Nascimento

Nascida na comunidade Pedreira Prado Lopes, tradicional região da Lagoinha, em Belo Horizonte. Adriana Araújo se consolidou como uma das vozes mais representativas do samba mineiro e da cultura popular de Minas Gerais.


Formada artisticamente em oficinas de dança afro e teatro dentro da própria comunidade, construiu uma trajetória marcada por identidade, resistência e potência vocal. Sua carreira solo começou em 2020; no ano seguinte, lançou o álbum Minha Verdade e, em 2024, apresentou 3 Jorges, trabalho ao vivo que homenageia Jorge Aragão, Seu Jorge e Jorge Ben Jor, reafirmando seu protagonismo no cenário do samba em Minas Gerais.



 

A cultura de Minas Gerais vai além da tradição do Clube da Esquina, do Rock vibrante ou da MPB histórica. Ela se reinventa nas periferias, nos coletivos independentes, nos festivais regionais e nas plataformas digitais. A nova música mineira dialoga com o passado, mas constrói o futuro com identidade própria.

 

Conhecer esses artistas é valorizar a produção cultural brasileira e mineira, fortalecer a cena independente e ampliar o repertório musical com qualidade, diversidade e autenticidade.

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