Encontro histórico reúne Os Mutantes, Novos Baianos e Tom Zé em vídeo raro de 1969
- Marcello Almeida

- há 2 dias
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Quando a Tropicália ainda estava se inventando ao vivo, diante das câmeras

Um resgate precioso da música brasileira voltou a circular com força nas redes sociais nesta semana. Uma página dedicada à Rita Lee trouxe à tona um vídeo histórico do encontro entre Os Mutantes, Novos Baianos e Tom Zé, exibido no programa Jovem Urgente, da TV Cultura, em dezembro de 1969.
No registro, os artistas interpretam uma versão vibrante de “2001”, composição assinada por Rita Lee e Tom Zé, que se tornou símbolo daquele período de ruptura estética e liberdade criativa associado à Tropicália. A performance carrega exatamente o espírito do fim dos anos 60: experimental, irreverente e aberta ao improviso coletivo.
Os Os Mutantes aparecem em sua formação mais emblemática, com Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias à frente, acompanhados por Liminha no contrabaixo e Dinho Leme na bateria. Ao lado deles estão Tom Zé e integrantes dos Novos Baianos, incluindo Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira e Luiz Galvão, ainda antes da entrada de Pepeu Gomes no grupo.
O Jovem Urgente foi um programa singular da TV Cultura, criado no fim da década de 1960 com foco no público jovem e em seus conflitos geracionais. Inspirado nas aulas de Psicologia do Adolescente ministradas por Paulo Gaudêncio na PUC, o programa buscava dialogar com jovens e pais de forma direta, coloquial e aberta, tendo direção de Walter George Durst.
Curiosamente, este não é o único material raro do programa que voltou a circular recentemente. Nos últimos dias, também viralizou um vídeo em que Os Mutantes aparecem interpretando “A Day in the Life”, dos The Beatles, reforçando a importância do Jovem Urgente como um espaço de experimentação e encontros improváveis na televisão brasileira.
Mais do que uma curiosidade de arquivo, o vídeo é um documento vivo de um momento em que a música brasileira se reinventava em tempo real, sem filtros, sem rótulos e com uma liberdade criativa que ainda ecoa décadas depois.















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