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Encontro de poetas: “Vice-Versa”, parceria entre Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes, é manifesto singelo ao comum

há 16 horas
2 min de leitura

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Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes
Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes (Foto: Divulgação/Leo Aversa)


Livre de excessos, o primeiro álbum conjunto de Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes, dois artistas fundamentais para a música e poesia brasileira, é uma delicada homenagem às coisas que sustentam a vida. Amor, política, amizade… “Vice-Versa”, recém chegado nas plataformas de música, marca um encontro de narrativas do comum: histórias que são facilmente compartilhadas e passíveis de identificação.





Lançado, sem anúncio, pela Universal Music Brasil, o trabalho foi escutado em primeira mão à convite da produtora 30e, responsável por levar “Vive-Versa” aos palcos de seis cidades brasileiras, com direito a uma conversa entre os dois protagonistas da obra. Ainda que seja sua estreia em disco cheio, o cruzamento de seus caminhos começou nos anos 1990. Entre canções e poemas, Arnaldo e Adriana compartilharam referências, amigos, exposições, regravações e uma extensa coleção de afinidades.


Tendo realizado, enfim, um show conjunto em 2024, a vontade de aprofundar a parceria rendeu as ideias de sair em turnê com músicas inéditas, tarefas que foram elaboradas e cuidadosamente preparadas sem alarde. O próprio nome do disco, “Vice-Versa”, veio de um codinome dado por Calcanhotto ao projeto. E é justo esse jogo de contrastes sugerido pelo título que marca as 11 faixas do álbum.


Como é característico da poesia, as composições partem do singelo para ir adquirindo camadas e contornos, promovendo deslocamentos de sentidos e deixando em quem escuta sensações agridoces. Destaque para as ótimas “As Bancas De Jornais”e “Não Me Deu”, que fomentam com leveza o pensamento crítico, e “Agora Juntos”, canção-síntese do projeto que exalta o valor do encontro.






“Vice-Versa” conta com composições de Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhotto, com exceções de “Na Minha Carne Viva”, parceria da dupla com Marisa Monte, “Se For Pra Ser Agora”, composta com Pupillo, que também assina a produção musical do disco, e “Sorriso Livro”, da Timbalada. Ao vivo, o trabalho passará por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Curitiba, tudo em 2027 - ingressos podem ser adquiridos aqui.





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