Copacabana Palace vira tela de protestos antes de show de Shakira no Rio
- Marcello Almeida
- há 21 minutos
- 2 min de leitura
Projeções com mensagens sociais tomaram a fachada do hotel e mobilizaram o público em Copacabana

A noite em Copacabana ganhou um tom inesperado antes mesmo de Shakira subir ao palco. A fachada do Copacabana Palace, um dos cartões-postais mais emblemáticos do Rio de Janeiro, foi ocupada por projeções com mensagens políticas e sociais, transformando o prédio em uma espécie de tela pública em meio à multidão que já se reunia para o megashow.
Frases como “Pelo fim da escala 6x1”, “Sem anistia” e “Tarifa zero” apareceram em letras grandes e azuis, visíveis de diferentes pontos da orla. A intervenção chamou atenção imediatamente, não apenas pelo conteúdo, mas pelo contraste entre o cenário clássico do hotel e o caráter direto das mensagens. Ao redor, o público acompanhava tudo de perto, registrando a cena com celulares e reagindo em tempo real.
Outras projeções ampliaram o espectro das pautas, trazendo expressões como “Viva o SUS”, “Mais direitos”, “Educação pública” e “Saneamento é direito”, além de mensagens voltadas à proteção da vida das mulheres. A cada nova frase, parte da multidão respondia com aplausos, assobios e gritos, criando um ambiente que misturava manifestação e evento cultural, com música eletrônica ao fundo e uma atmosfera coletiva que se expandia pela praia.
O momento acabou funcionando como um prelúdio inesperado para a noite, antecipando um tipo de energia que ia além do espetáculo musical. Em vez de apenas aguardar o início do show, o público participou de uma experiência que trouxe à tona debates sociais e políticos, ocupando simbolicamente um dos espaços mais visíveis da cidade.
As mensagens, que se repetiam e se alternavam ao longo da projeção, abordavam temas diversos, desde direitos trabalhistas até políticas públicas e questões sociais mais amplas, evidenciando como eventos de grande escala também podem se tornar palco para outras formas de expressão.
Porque, antes de qualquer refrão, às vezes é a própria cidade que encontra sua voz.
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