Billy Corgan leva versão orquestral de Mellon Collie and the Infinite Sadness para a Europa
- Marcello Almeida
- há 16 horas
- 2 min de leitura
Espetáculo mistura rock alternativo, música clássica e ópera em uma releitura ambiciosa do clássico dos The Smashing Pumpkins

Billy Corgan decidiu levar uma das obras mais importantes dos anos 90 para um território ainda mais grandioso.
O vocalista do The Smashing Pumpkins anunciou novas apresentações do espetáculo A Night of Mellon Collie and Infinite Sadness Featuring Billy Corgan, releitura sinfônica e operística do clássico álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, lançado originalmente em 1995.
Depois da estreia em Chicago no ano passado, agora o projeto seguirá para a Europa com apresentações programadas em cidades como Londres, Paris, Madri e Antuérpia.
O espetáculo estreou em novembro no tradicional Lyric Opera House, cidade natal da banda, com sete noites esgotadas. Na ocasião, Corgan dividiu o palco com uma orquestra de 60 músicos em uma montagem que transforma o universo melancólico e grandioso do disco em uma experiência quase teatral.
A proposta mistura guitarras, arranjos clássicos, elementos de ópera e toda a carga emocional que fez de Mellon Collie and the Infinite Sadness um dos trabalhos mais influentes do rock alternativo.
Segundo o músico, revisitar o álbum dessa maneira acabou se tornando algo profundamente especial.
“Cada noite em Chicago terminou com aplausos de pé ensurdecedores. Levar esse espetáculo para a estrada e também para a Europa significa que esse sonho mágico não precisa acabar”, afirmou Corgan.
Existe algo particularmente simbólico nessa transformação. Porque Mellon Collie sempre foi um disco excessivo no melhor sentido possível: dramático, ambicioso, melancólico e gigantesco emocionalmente. Um álbum duplo que parecia querer abraçar todas as angústias, excessos e sonhos da juventude dos anos 90 de uma só vez.
Talvez por isso a adaptação para um formato orquestral faça tanto sentido agora.
Lançado em 1995, o disco consolidou o Smashing Pumpkins como uma das maiores bandas de sua geração e revelou alguns dos maiores clássicos da carreira do grupo, incluindo “Tonight, Tonight”, “1979”, “Bullet with Butterfly Wings” e “Zero”.
Mais de trinta anos depois, o álbum continua sendo revisitado não apenas como um marco do rock alternativo, mas como uma obra que parece grande demais para caber em um único formato.

E talvez seja exatamente isso que Billy Corgan esteja tentando provar agora.
A expectativa entre fãs sul-americanos é que o espetáculo também ganhe datas no continente nos próximos meses.
Porque alguns discos não desaparecem com o tempo, eles apenas encontram novas formas de continuar ecoando.
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