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Alice Cooper chama Jim Morrison de “gênio” e relembra admiração pelo The Doors

Álbum de estreia do The Doors segue entre os favoritos do cantor

Alice Cooper
Crédito: Matthew Baker/Getty Images.

Alice Cooper afirmou que considera Jim Morrison um “gênio” e incluiu o álbum de estreia do The Doors entre seus discos favoritos de todos os tempos. Em entrevista à revista Classic Rock, o cantor relembrou a força artística de Morrison e comentou a influência do grupo em sua formação.



No início da carreira, Cooper experimentava diferentes sonoridades até consolidar a persona que levaria seu nome artístico.


“Eu estava criando uma fantasia”, explicou. “Olhei ao meu redor e vi todos esses Peter Pans sem o Capitão Gancho. Vi a Rainha Negra em Barbarella e pensei: ‘Essa é a Alice, bem ali’. Imediatamente me identifiquei e soube que uma parte da Alice tinha que ser assim: as luvas pretas com as lâminas saindo da ponta, a maquiagem preta com o tapa-olho.”


Ele acrescentou:


“Aí eu via alguma coisa em uma história em quadrinhos e pensava: ‘Ah, essa é definitivamente a Alice’. Então comecei a juntar todos esses personagens e, logo, lá estava ele. Tudo o que eu tinha que fazer era vestir a pele dele e me sentir confortável ali.”


Ao falar sobre suas referências musicais, Cooper citou nomes como The Beach Boys, The Beatles, Paul Butterfield Blues Band e Laura Nyro. Entre esses artistas, destacou também o álbum The Doors (1967) como um de seus favoritos.


Sobre Morrison, declarou:


“Existem certas pessoas que você conhece e simplesmente sabe que elas não estarão por perto para sempre, e Jim era uma dessas pessoas. O cara era um gênio, e eu não uso essa palavra com frequência, mas ele não se tratava muito bem.”


Cooper completou:


“Ele tomava comprimidos como quem toma Skittles e bebia muito. Podia ter morrido cem vezes. Era um aventureiro, destemido. Você podia estar numa festa e vê-lo em pé na beira de um prédio de 90 metros de altura, se equilibrando com uma garrafa de uísque em cada mão: isso era normal para ele.”



O vocalista ressaltou que, apesar da admiração pela obra do The Doors, ouve o disco com certa melancolia ao lembrar da morte precoce de Morrison, cuja trajetória marcou profundamente a história do rock.



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