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A angústia de um garoto sequestrado por um psicopata no Terror Psicológico de Don’t Be Afraid

Seja bem-vindo a uma ambientação claustrofóbica

Foto: Steam

Imagine você, uma criança sequestrada, acordando num lugar escuro e frio? Ouvindo uma voz que lhe desafia a desvendar enigmas e encontrar uma saída daquela clausura? Estar diante de um lugar misterioso cercado de manequins, chaves escondidas e caminhos para avançar? Assim começa Don’t Be Afraid, Terror Psicológico publicado e desenvolvido pela polonesa Hydra Games S.A.

 


 

Criado como um jogo em primeira pessoa, os gráficos apesar de não atingirem um alto padrão de capricho, transmitem o temor de estar sozinho e indefeso num lugar a ser explorado. A ideia é realmente trazer crueza, terror, abandono e loucura num cenário que serve para um jogo sádico de um psicopata. A atmosfera conseguiu apreender esse sentimento de Terror e do inesperado a cada porta aberta.


O jogo nos coloca diretamente a encontrar pistas e resolver enigmas para avançar, apesar de que muitos quebra-cabeças não são complicados e nos obrigam a encontrar chaves e itens ou então puxar alavancas que abrem portas, antes fechadas. Muitos puzzles seguem a velha e básica escola do Survival Horror como os primeiros jogos de Resident Evil e Silent Hill: encontre uma chave, volte para abrir determinada porta, encontre outra chave que servirá para outra porta adiante, e assim por diante.

 


 


A presença dos manequins pelos cenários é uma boa contribuição para a claustrofobia do lugar e passam a sensação de que sempre tem alguém nos vigiando a cada canto. Gritos, choros, a voz do sequestrador, fitas gravadas, portas batendo, vultos que surgem e somem inesperadamente em algum corredor adicionam mais tempero ao elemento Terror.

Passando pela ideia de estarmos na pela de um garoto indefeso, o jogo não coloca armas a nosso dispor. Usaremos apenas velas para nos guiar pelos ambientes escuros. Mas aí é que chega a boa ideia em torno desse recurso. Ao passar por alguns manequins, devemos ter cuidados pois muitos lançam um sopro de vento que nos faz perder a iluminação. Dessa forma, somos obrigados a arrumar outra vela e seguir por um caminho diferente por entre os manequins.

Com a chegada de algumas estranhas criaturas no decorrer do jogo, seremos obrigados a agir mais escondido por entre os ambientes e tomar cuidado para não encontrarmos com elas de frente. Por sorte, o jogo não é frustrante e caso a gente encare a tela de morte, o checkpoints são generosos e nos colocam perto de onde morremos.


Claro que esse é um jogo que nos dá espaço a interpretações variadas. Muitas simbologias, metáforas, objetos pelos cenários e revelações do passado. Até algumas cenas que rendem viagens psicodélicas e bem bizarras podem ser angustiantes e incomodar. Imagina o que é piscar os olhos durante uma visão borrada sem saber o que nos espera e qual o melhor caminho a ser tomado?

 


 

Don’t Be Afraid é curto e segue por um caminho praticamente linear deixando o jogador não tão perdido. Em contrapartida, encontrar salas, itens e desenhos espalhados pelos cenários ajuda a compreender melhor os mistérios e a história do lugar. Tais benefícios de explorar outros ambientes também pode influenciar nos 3 finais diferentes e possíveis. Está pronto para entrar nessa jornada assustadora e nas mãos de um psicopata?

 

Don't be Afraid



Lançamento: dezembro de 2020

Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One

Estúdios: Hydra Games, Drageus Games

Gênero: Jogo eletrônico de terror,


 

NOTA DO JOGADOR: 6,5

 

Trailer do jogo:


 


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