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Órfã 2: A Origem; sequência prequel se abastece de bons sustos e reviravoltas durante a trama

Esther está ainda mais maligna e sombria


A Órfã de 2009, que apresentou a assassina e vigarista Esther (Isabelle Fuhrman), uma mulher que se aproveita de sua condição médica que impede seu crescimento e se passa por uma garotinha quieta e sensível que causa paranoia, duvidas, mortes e momentos angustiantes no casal Kate (Vera Farmiga) e John (Peter Sarsgaard) que adota a suposta criança após a perda de sua própria filha ainda não nascida. O filme de 2009 é dosado por uma incrível reviravolta com uma vilã que torna tudo ainda mais tenso e assustador. Ela está de volta para encenar a origem do mal ainda mais sombria e assustadora.


A nova prequela Órfá: A Origem, se passa dois anos antes, e aprofunda na vida de Esther depois que ela consegue escapar de uma clínica psiquiátrica na Estônia e viaja para a América e se passa pela filha desaparecida de uma família rica. Nessa história de origem temos a mãe desconfiada (Julia Stiles), o pai nostálgico (Rossif Sutherland) e o irmão ingênuo Gunnar (Matthew Finlan).


A grande vantagem dessa sequência, é que a identidade de Esther não é mais segredo para o público, e isso fornece liberdade para o diretor William Brent Bill explorar ainda mais as raízes do mal deixando a trama mais tensa e intimidadora. Isso fica enraizado na excelente atuação de Fuhrman que consegue passar de uma menina angelical para desequilibrada com expressões faciais sutis e, apesar do uso muitas vezes de uma perspectiva que pode transparecer forçada, ela em momento algum aparenta ser uma jovem de 25 anos fazendo o papel de uma mulher de 31 se passando por uma garotinha de 10 anos.


Essa característica é o charme e pegada do filme que segura bem as pontas, mesmo em certos momentos pontuados pela falta do terror e impacto visto no primeiro thriller, Órfã: A Origem possui uma carta surpresa que deságua em uma reviravolta perturbadora, sombria e surpreendente que chega a superar o original de 2009.

A sequência prequel tinha tudo para ser uma cópia escrachada do primeiro, mas ao invés disso se torna um thriller autêntico e instigante com sua reviravolta.

O longa de 2009, manteve o segredo e o suspense muito bem embrulhado em sua narrativa insana, causando aquele impacto satisfatório ao telespectador. Portanto, em A Origem o roteirista David Coggeshall, consegue explorar acentuadamente a implícita história de Esther sem rodeios e justificativas. Parte direto ao ponto e isso ajuda o desenrolar da trama e não torna o filme maçante e cansativo.


Entretanto, não procure e nem espere por um filme cheio de mortes sanguinolentas, Órfã 2 está mais para um thriller psicológico do que um filme de terror, e isso não é ruim. Julia Stiles também se destaca em seu papel de mãe desconfiada, a atriz consegue muito bem equilibrar sua imersão no caos de brutalidade com uma serenidade agradável no rosto.


Órfã 2 se sai muito bem como um thriller divertido e assustador, um filme satisfatório e surpreendente que tem seus momentos vibrantes e faz jus ao legado do original e aprimora o status de Esther como uma super vilã das obras cinematográficas. Não pense muito, apenas se divirta.

 

Órfã 2: A Origem

Orphan: First Kill


Lançamento: 2022

Gênero: Terror, Thriller

Direção: William Brent Bell

Roteiro: David Coggeshall

Elenco: Isabelle Fuhrman, Julia Stiles

Duração: 1h 39min



 

NOTA DO CINÉFILO: 7,5

 

TRAILER:


 



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