Vinil ultrapassa US$ 1 bilhão em receita nos EUA e confirma força no mercado musical
- Marcello Almeida

- 18 de mar.
- 2 min de leitura
O vinil deixou de ser só fetiche de colecionador faz tempo — agora é também um negócio bilionário

Formato cresce enquanto CDs e downloads seguem em queda, segundo relatório da indústria.
O vinil atingiu um marco simbólico em 2025: ultrapassou US$ 1 bilhão em receita nos Estados Unidos, de acordo com dados divulgados pela Recording Industry Association of America. O relatório aponta um crescimento de 9,3% nas vendas, com cerca de 46,8 milhões de unidades comercializadas ao longo do ano.
O dado reforça uma tendência que já vinha se consolidando: o retorno do vinil deixou de ser um nicho e se transformou em um fenômeno consistente dentro da indústria.
Cresce o vinil, caem os outros formatos
Enquanto o vinil avança, outros formatos seguem na direção oposta.
• CDs registraram queda de 7,8% na receita
• Downloads digitais recuaram 0,8%
Mesmo com o aumento no preço médio dos discos, a procura pelo formato analógico continua alta, um indicativo de que o apelo vai além da simples conveniência.
De nicho a fenômeno cultural
O crescimento do vinil começou como um movimento mais restrito, ligado a fãs de música alternativa e audiófilos. Hoje, no entanto, ele ocupa um espaço muito mais amplo. Artistas como Taylor Swift ajudam a impulsionar as vendas com edições especiais, capas variantes e lançamentos pensados para o formato físico.
Mais do que ouvir música, o vinil voltou a ser objeto, algo que envolve capa, encarte, textura e ritual. Uma experiência que o streaming simplesmente não entrega.
Streaming ainda domina
Apesar do crescimento do vinil, o domínio do digital continua absoluto. Em 2025, o streaming gerou cerca de US$ 9,47 bilhões dentro de um total de US$ 11,5 bilhões da indústria musical nos Estados Unidos.
Ainda assim, o vinil se consolida como o formato físico mais relevante da atualidade, e, ao que tudo indica, longe de desaparecer novamente. No fim das contas, não é só sobre nostalgia. É sobre a forma como as pessoas ainda querem se conectar com a música.










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