The Lathums acena para momentos alegres com harmonias aconchegantes em "How Beautiful Life Can Be"



Direto da cidade de Wigan, Manchester, o quarteto Indie Pop do The Lathums acena tanto para Arctic Monkeys quanto para os Smiths-em seu álbum de estreia. Formado por amigos de escola: Alex Moore (vocais), Scott Concepcion (violão), Johnny Cunliffe (baixo) e Ryan Durrans (bateria). A banda começou quando os quatro se reuniram para um projeto musical no The Music College e perceberam existir uma química contagiante entre eles. Começaram a organizar apresentações locais e gravaram o primeiro ‘single’ “Crying Out” em 2019, e chamaram a atenção da Island Records e de gente como Tim Burgess (The Charlatans), o que proporcionou uma aparição maior no Kendal Calling Festival, ganhando assim acenos de Paul Weller.


Em meio a aplausos, elogios e diante de uma pandemia a banda gravou seu disco de estreia ‘How Beautiful Life Can Be’. Um trabalho de harmonias quentes e alegres, cercado por uma cadência melodiosa, com efeito, agridoce. Canções que podem ser líricas e estridentes, chegam em um ano de inúmeras incertezas e esgotamento físico e mental, com isso podem muito bem se tornar um verdadeiro balsamo que traz conforto para um público exausto e ansioso.

O The Lathums se favorece de suas influências e sabe muito bem diluir isso em sua sonoridade, podem parecer inexperientes e buscando qual caminho seguir (são jovens, possuem todo tempo do mundo), mas encontram harmonia e equilíbrio em canções que fazem muito bem nesse final de 2021.

Podemos até dizer que esse primeiro disco (conciso de hits ensolarados, perfeitos para invadir as rádios ou entrar em sua playlist dos anos 80), pode funcionar como uma verdadeira ode aos heróis existentes da guitarra. A última faixa que encerra o disco “The Redemption Of Sonic Beauty” parece uma junção com o melhor do Arctic Monkeys e The Smiths, com aquele ar atemporal que te leva aos idos dos anos 80, e te traz de volta para o Indie dos anos 2000. Talvez seja uma luz para a tão sonhada identidade musical e um caminho a seguir em um próximo disco. “Oh My Love” e suas camadas aconchegantes e envolventes, acende aquele espirito dançante e romântico, pronto para incendiar corações apaixonados. Pode muito bem entrar na fase “Love Me Do” dos Beatles e colocar um belo sorriso em seu olhar.


Alex Moore oferece alegria, gratidão e aceitação, na doce e alegre faixa título “How Beautiful Life Can Be” uma canção que mergulha em tonalidades altas e baixas deixando a chama do espírito juvenil inalterado. Ou seja, a vida pode ser bonita, depende do seu ponto de vista. “The Great Escape” deixa aquela nostálgica impressão de um Morrissey rejuvenescido cantando alegremente de tamanha similaridade dos vocais de Alex Moore com seu ídolo dos anos 80. “Wont Lie” pode muito bem buscar inspiração em bandas como The Libertines e The Strokes, “I See Your Ghost” com suas linhas de baixo precisas, soa como uma homenagem a Kim Deal. “Fight On” com suas guitarras nostálgicas, possui uma atmosfera retro. Um dos pontos altos do disco.


O disco de estreia dos garotos de Wigan pode muito bem ser o reflexo da rápida ascensão a fama em apenas dois anos. O álbum causou certos alvoroços pelo Reino Unido, com ‘riffs’ de guitarras inspirados em Johnny Marr e letras sinceras e profundas. Canções como “I Know That Much” daquelas feitas para ouvir com o som no último volume e recordar dos bons tempos dos anos 80, e consagra seu frontman como um bom compositor e contador de histórias. Um álbum que transborda emoções e esperança. O poder criativo do The Lathums é alegre e peculiar. Uma boa surpresa para esse fim de ano. Guarde esse nome, eles ainda vão fazer muito barulho por aí.

 

FICHA TÉCNICA:

Artista: The Lathums

Álbum: How Beautiful Life Can Be

Lançamento: 24 de setembro de 2021

Gênero: Indie Rock, Indie Pop

Ouça: "How Beautiful Life Can Be", "The Redemption Of Sonic Beauty" e "I Know That Much"

Para quem gosta de: The Smiths e Arctic Monkeys



 

OUÇA O DISCO NO SPOTIFY:


 

VEJA O VIDEO DE "HOW BEAUTIFUL LIFE CAN BE"



 

SOBRE MARCELLO:

É editor e criador do Teoria Cultural.

Pai da Gabriela, Técnico em Radiologia, flamenguista, amante de filmes de terror, adora bandas como: Radiohead, Teenage Fanclub e Jesus And Mary Chain. Nas horas vagas, gosta de divagar histórias sobre: música, cinema e literatura. marce.almeidasilvaa@gmail.com



 

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