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Stanley Simmons estreia com o single “Body Down” e deixa claro que o caminho é próprio

Filhos do rock, mas olhando para outro horizonte

Stanley Simmons
Imagem: Reprodução/YouTube

O Stanley Simmons, projeto comandado por Evan Stanley e Nick Simmons, acaba de dar seu primeiro passo oficial. A dupla liberou o single de estreia “Body Down”, faixa que já chega acompanhada de um clipe dirigido por Kuya Allen e Shey Allen, da Downhaus.



Apesar da curiosidade inevitável em torno dos sobrenomes — Evan é filho de Paul Stanley e Nick de Gene Simmons, ambos do KISS — o som apresentado passa longe do hard rock e do espetáculo grandioso dos pais. “Body Down” mergulha em uma mistura orgânica de folk raiz, indie e psicodelia, com clima contemplativo e estética mais próxima do Laurel Canyon do que das arenas.


Uma identidade construída longe do óbvio


Antes mesmo do lançamento, a dupla já vinha sinalizando que o projeto seguiria outro rumo. Em entrevista a Andy Riesmeyer, da KTLA, Evan explicou a base estética do Stanley Simmons:


“Crescemos amando muito o folk raiz, folk americano, então você ouve muito disso lá. Não tem nada a ver com o que nossos pais fazem. Acho que o interessante é que, na verdade, temos muitas influências em comum.”


Nick reforçou esse impulso quase libertador de explorar um território novo:


“Estávamos animados. Eu nunca tenho a oportunidade de fazer música americana mais crua e autêntica. Então pensamos: ‘Vamos fazer isso. Porque seria divertido.’ E aí as pessoas disseram: ‘Não, você deveria fazer isso.’”


O single também antecipa o espírito do álbum de estreia, ainda sem data definida, que está sendo produzido por Rob Cavallo, conhecido por trabalhos com o Green Day. Cavallo, aliás, destacou justamente o afastamento da sombra do KISS como ponto forte do projeto:


“O fato de não ter nada a ver com o som do KISS é a primeira coisa interessante. E até o nome Stanley Simmons… você percebe que eles são como a nova Laurel Canyon, mística, mágica. Tem uma vibe própria, muito profunda. Então, estamos animados.”


O peso (inevitável) do sobrenome


Em participação no podcast Caught On The Mike, Evan e Nick falaram abertamente sobre a escolha do nome da banda — e as reações que isso provoca. Evan foi direto:


“É engraçado quando você pensa no óbvio ângulo de marketing, é realmente engraçado para nós, ou para qualquer pessoa que conheça. Nossos pais tocam juntos em uma banda, e é uma banda bem grande, o que é ótimo e muito legal. Acho que é uma daquelas coisas que na internet é muito engraçado.


Você lê os comentários e pensa: ‘Vocês estão tentando fazer algo original, mas aí usam o nome deles. Pegando carona no sucesso deles.’ E eu penso: ‘Cara, são literalmente os nossos nomes. Esse é o meu nome de batismo. É o nosso nome legal.’”



Nick admitiu que não calculou totalmente a repercussão da decisão — “o que é uma burrice”, segundo ele — e contou que a escolha veio de referências clássicas: Duplas e trios como Crosby, Stills & Nash, Hall & Oates e Simon & Garfunkel serviram de inspiração, e o uso dos sobrenomes pareceu natural dentro da música que estavam criando naquele momento.


Por enquanto, o Stanley Simmons prefere deixar a música falar. O disco ainda não tem data, mas “Body Down” já funciona como um manifesto silencioso: herança existe, mas identidade se constrói andando para frente — e em outra direção.




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