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Raiden V: Director’s Cut traz a volta do prazer e do desafio nos clássicos jogos de navinha

A jogabilidade é fluida (jogo foi testado na versão de PS4) e não aconteceram quedas de frames e travamentos (o que atrapalha bastante em jogos desse gênero).

Foto: UFO Interactive Games


A série Raiden é uma das mais tradicionais e lembradas quando o assunto é o gênero Shoot’Em Up. Com 25 anos de idade, o jogo ganhou várias continuações e versões mais aprimoradas. Ou, carinhosamente falando, é um jogo de navinha que nasceu nos arcades (fliperamas), passou pelos consoles de videogames e atravessou décadas e gerações. Conseguiu deixar intacto o toque retrô dentro de um pensamento moderno e ágil dos jogos da atualidade.


Tal gênero de jogo não apresenta complexidade. Pegue sua nave preferida, cada uma com suas vantagens e desvantagens (velocidade, força de ataque, defesa). Depois, escolha a arma que mais lhe convém e saia atirando em estágios cada vez mais perigosos com chefes no final. Apesar disso, são jogos que desafiam a habilidade e o reflexo do jogador por conta da horda de inimigos e da ‘chuva’ de projéteis que eles desferem.



Quando pensamos que Raiden veio da disciplinada escola japonesa que nos força sempre a melhorar nossa jogatina, aqui, mesmo a dificuldade fácil pode dar um pouco de trabalho para o jogador, sobretudo aquele que é desafiado a fazer o 1CC (o famigerado 1 credit clear, que consiste em jogar em todos os estágios sem dar nenhum continue).



Há quem diga que a série é fácil de aprender, porém difícil de dominar. Sim, cercado de tiros por todos os lados e com naves surgindo a cada canto, o jogador precisará de múltiplas jogadas para compreender movimentações dos inimigos e ser hábil nas esquivas para não ter sua nave totalmente abatida.


O jogo conta com o Cheer Attack, uma barra que, após encher e ser ativada, melhora bastante a arma secundária por alguns segundos garantindo uma boa estratégia inclusive para chefes gigantes. As bombas também não ficam de fora, capazes de dizimar o que está ao nosso redor. Você também pode aumentar o número delas antes de iniciar, assim como dobrar o escudo (de 100 para 200%), isso na tela de opções.


Duas missões para coletar medalhas entre os estágios garantem recompensas como fadas e mais bombas. A fada é como um adicional de sangue extra à sua nave. Foi atingido? Escudo ficou pela metade? Ter fadas no seu inventário garante uma reposição de escudo. Então, não desconsidere as missões bônus, pois são importantes em sua estratégia.


Outro recurso fundamental nos novos consoles foi a facilidade de mapear os botões do joystick conforme você preferir. Quer algo mais adaptável à sua ergonomia? Fique à vontade para mudar os comandos conforme julgar melhor. O jogo traz o Modo História e um Modo Boss Rush (onde, claro, você só desafia os chefes). Você pode colocar seu escore no ranking da internet, mas não pode jogar online com alguém (apenas offline, uma pena).


O Modo História concede ranks entre os estágios conforme a porcentagem de inimigos abatidos (C, B, A e S). Entretanto, isso não altera tanta coisa, apenas o final dependendo da rota que você seguiu, num total de 6 finais possíveis. Os estágios são divididos em cenas. Jogou mal e fez muita coisa errada? O jogo dá a opção de recomeçar a cena, sem punições.


O visual é colorido mesmo inserindo dentro da característica retrô que marcou a série. Mas a magia está presente porque tudo nos transporta aos áureos tempos dos fliperamas. Apesar da interface clássica, se ajusta corretamente nos monitores da atualidade. Destaque para a aba no canto esquerdo superior que pode lhe oferecer informações preciosas como porcentagem de inimigos abatidos, dicas úteis, escudo da nave e o nível das armas.

A jogabilidade é fluida (jogo foi testado na versão de PS4) e não aconteceram quedas de frames e travamentos (o que atrapalha bastante em jogos desse gênero). A trilha sonora é outro destaque nesse tipo de jogo. Uma orquestra caótica em meio a um jogo que a todo momento está repleto de tensão. Os constantes diálogos dos pilotos podem incomodar um pouco, sobretudo porque em parte abafam a trilha sonora e tiram um pouco de nossa concentração.



Também existe uma galeria que vai adicionando imagens contando mais sobre o jogo e de todo o conceito artístico utilizado, isso conforme o jogador vai terminando os estágios. Bom para quem gosta de observar detalhes das naves e cenários, além de resgatar alguns papéis de parede oportunos.


Este é um jogo para os consoles atuais que não desanimará os fãs antigos do gênero (sobretudo dentro do padrão bullet hell) e nem os novos fãs que estarão aptos a conhecer melhor esse universo. Pronto para testar seus reflexos e reviver bons e velhos tempos?

 

Raiden V: Director’s Cut


Lançamento: 22 de abril de 2021

Gênero: Jogo de Tiro e Ação

Plataformas: PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e outros

Desenvolvedor: MOOS

Série: Raiden


 

NOTA DO CRÍTICO: 8,0

 

Trailer do jogo:



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