Joni Mitchell declara apoio a Neil Young e anuncia retirada de sua discografia do Spotify.



Outra grande estrela da música Pop, Joni Mitchell vai retirar sua discografia do Spotify em apoio a Neil Young. Essa semana Neil declarou que retiraria sua música da plataforma de Streaming por apoiar discursos negacionistas sobre a vacinação da COVID-19, e não deu outra, parece que o Spotify preferiu perder o talento de Neil Young para ficar com o contrato milionário de Joe Rogan e seu Podcast que espalha desinformações e pânico sobre a ciência e a eficácia da vacina.


Essa saga gerou inúmeras discussões sobre o tema- a viúva de Andy Gill, do Gang Of Four, criticou o Spotify por manter o podcast de Rogan na plataforma, por exemplo, enquanto o vocalista do Disturbed, Dave Draiman, aplaudiu o Spotify por “não capitular à máfia”. A maioria parecia estar do lado de Young, no entanto, com as plataformas rivais Apple Music e Tidal , ambas expressando suporte para o lendário folk-rocker.


Mitchell compartilhou em seu site oficial uma declaração dizendo que ela também deixaria o serviço de streaming por conta de atos de desinformação a respeita da vacina do COVID-19. Embora ela não tenha dado o nome de Rogan – que tem um contrato de exclusividade de US$ 100 milhões com o Spotify – ela compartilhou um link para a carta aberta assinada por centenas de cientistas e profissionais médicos que criticam o podcast de Rogan.

“Decidi remover todas as minhas músicas do Spotify”, escreveu Mitchell ontem (28 de janeiro). “Pessoas irresponsáveis ​​estão espalhando mentiras que estão custando a vida das pessoas. Sou solidária com Neil Young e as comunidades científicas e médicas globais nesta questão.”

Depois que seu catálogo foi retirado do Spotify, Young compartilhou uma declaração alegando que, sem sua presença na plataforma, ele perderia 60% de sua receita de streaming . Embora tenha admitido que foi “uma grande perda” para suas gravadoras, Warner e Reprise, ele agradeceu por “reconhecer a ameaça [que] a desinformação do COVID no Spotify representava para o mundo”.


Enquanto isso, Mitchell recentemente compartilhou o primeiro vídeo oficial de sua faixa clássica 'River' , lançada inicialmente em 1971. Ele veio depois que ela foi celebrada no Kennedy Center Honors 2021, onde recebeu um prêmio pelo conjunto da vida. No evento, nomes como Ellie Goulding , Norah Jones e Brittany Howard prestaram homenagem à icônica musicista, apresentando suas próprias versões de algumas de suas canções mais amadas.

Leia também: https://www.teoriacultural.com.br/post/neil-young-vai-retirar-sua-m%C3%BAsica-do-spotify-por-promover-podcast-negacionista-antivacina


Quem perde com todo esse negacionismo que se espalhou pelo mundo somos nós fãs de música e cultura pop, a coisa tomou dimensões gigantescas que afeta até o acesso à música.(longe de querer defender o Spotify), acho inadmissível a conduta que a empresa adotou, reforça ainda mais que eles estão mais interessados em números, o Spotify nunca abraçou a causa dos artistas, a começar pelo desrespeito com a arte de cada um. Aproveitando o gancho dessa matéria, entramos em uma questão bem relevante que é a música digital, versos a mídia física, até aonde vale apena abdicar da sua coleção de discos e CDs? Algo para se pensar e refletir sobre o futuro da música.


Enquanto escrevo essa matéria, encontrei bem pouca coisa de Mitchell no Spotify, discos como Hejira e Blue não estão mais lá.

 

Sobre Marcello Almeida

É editor e criador do Teoria Cultural.

Pai da Gabriela, Técnico em Radiologia, flamenguista, amante de filmes de terror. Adora bandas como: Radiohead, Teenage Fanclub e Jesus And Mary Chain. Nas horas vagas, gosta de divagar histórias sobre: música, cinema e literatura, e curtir as aventuras do cão Dylan. marce.almeidasilvaa@gmail.com


 

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