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David Gilmour rejeita rótulo de “prog” e redefine o que foi o Pink Floyd

Guitarrista disse que nunca pensou na banda como progressiva e que o grupo sempre foi feito de indivíduos, não de uma entidade única

David Gilmour
Foto por Anton Corbijn

Para muitos, o Pink Floyd é a própria definição de rock progressivo — discos como The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here e The Wall moldaram o gênero com faixas complexas, longas e cheias de camadas. Mas, em nova entrevista ao podcast de Rick Beato, David Gilmour tratou de desmistificar essa ideia.



“Nunca falei sobre rock progressivo, nem pensei que éramos. Para mim, rock progressivo são músicos muito sérios, que realmente fazem suas coisas. O maravilhoso Steve Howe… guitarrista adorável. Mas nunca pensei em nós nesses termos”, disse Gilmour (via Ultimate Guitar).

O guitarrista explicou que experimentações como assinaturas de tempo incomuns e progressões de acordes diferentes faziam parte do DNA da banda antes mesmo da popularização do termo “prog”:


“Acho que estávamos fazendo isso muito antes do termo rock progressivo existir. E sempre achei meio estranho rotular. Hoje em dia isso se tornou mais essencial, mas eu não estou interessado.”


Gilmour também derrubou outro mito: a ideia de que o Pink Floyd era uma entidade quase mítica.


“Nunca houve uma entidade chamada Pink Floyd. É só um nome. Na realidade, eram três ou quatro pessoas entrando numa sala e tocando juntas. Quando não tocam mais juntas, isso acabou. Sem arrependimento. É só a vida mudando.”

🎸 Para Gilmour, mais do que um gênero ou rótulo, o Pink Floyd foi sempre sobre a interação entre seus integrantes — e sobre deixar a música falar por si.

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