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Cientistas recriaram 'Another Brick In The Wall' do Pink Floyd a partir da atividade cerebral

"É um resultado maravilhoso", disse Robert Knight, neurologista e professor de psicologia.

CRÉDITO: Pete Still/Redferns/Getty


Cientistas da área de neurociência conseguiram desenvolver um método para recriar a clássica faixa do Pink Floyd, "Another Brick In The Wall", decodificando os sinais cerebrais de uma pessoa enquanto ela estava escutando a música.


O grupo de pesquisadores conseguiram realizar esse feito ao inserirem eletrodos no cérebro de um paciente que estavam passando por um procedimento cirúrgico para tratar epilepsia, tocando a faixa durante o procedimento. Com isso, conseguiram analisar a atividade cerebral o que permitiu que eles reproduzissem o ritmo da canção, bem como escolhessem versos compreensíveis como “No geral, é apenas mais um tijolo na parede”.



É a primeira vez que uma música reconhecível foi reconstruída a partir de gravações cerebrais. Anteriormente, os cientistas usaram técnicas semelhantes de leitura cerebral para tentar decifrar a fala dos pensamentos.


"É um resultado maravilhoso", disse Robert Knight, neurologista e professor de psicologia da UC Berkeley no Helen Wills Neuroscience Institute, que conduziu a nova pesquisa.


“Uma das coisas para mim sobre a música é que ela tem prosódia e conteúdo emocional. À medida que todo esse campo de interfaces cérebro-máquina progride, isso oferece uma maneira de adicionar musicalidade a futuros implantes cerebrais para pessoas que precisam, alguém que tenha ELA ( Esclerose Lateral Amiotrófica) ou algum outro distúrbio neurológico ou de desenvolvimento incapacitante que comprometa a produção da fala.



Ele continuou: “Isso lhe dá a capacidade de decodificar não apenas o conteúdo linguístico, mas também parte do conteúdo prosódico da fala, parte do afeto. Acho que é nisso que realmente começamos a decifrar o código.”


É um avanço significativo para a tecnologia de interface cérebro-computador, que visa conectar humanos a máquinas para tratar distúrbios neurológicos ou até mesmo criar novas habilidades.


Os cientistas por trás da pesquisa afirmam que os avanços nas técnicas de gravação do cérebro podem em breve permitir que eles façam gravações detalhadas usando métodos não invasivos, como eletrodos ultrassensíveis conectados ao couro cabeludo.



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