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Alice In Borderland tem segunda temporada cheia de Ação e debate sobre humanidade, amizade e família

A finalidade é sobreviver, zerar os jogos para se ter uma resposta do que realmente está acontecendo (ou será que ficar com mais dúvidas?)

Foto; Netflix


Colocar pessoas confinadas para participar de jogos onde elas arriscam a própria vida virou moda. Melhor dizendo, tal temática sempre foi abordada pelo cinema, exemplos variados não faltam. Jogos Mortais (2004) e suas inúmeras sequências, além de outras películas como o (ainda) incompreendido Cubo (1997) e o tenso O Que Você Prefere (2012).


Porém, nos últimos anos, duas séries asiáticas foram responsáveis por retomar essa temática com força. Uma ficou bastante conhecida e chegou a ser uma das mais assistidas na Netflix, a coreana Round 6 que já reserva uma segunda temporada em breve. A outra, a japonesa Alice In Borderland, também presente no catálogo da Netflix, ganhou vida baseada no renomado Mangá de Suspense escrito e ilustrado por Haro Aso.



Enquanto a série coreana coloca pessoas endividadas dentro de um torneio com vários jogos onde é preciso chegar até o final para receber uma quantia milionária, Alice In Borderland coloca seus personagens numa espécie de versão alternativa de Tóquio, e aqui a finalidade é sobreviver, zerar os jogos para se ter uma resposta do que realmente está acontecendo (ou será que ficar com mais dúvidas?).


Claro que para uma segunda temporada, a série precisava fechar sua primeira temporada com muitos cliffhangers, mistérios e personagens em busca de respostas. E isso ela fez. O surgimento de cartas mais poderosas do baralho como Valetes, Reis e Rainhas deixou no espectador aquela esperança de jogos mais difíceis com muito mais ação, suspense e enigmas envolvidos.


Vale lembrar que os naipes do baralho conferem o teor dos jogos. Paus, por exemplo, são jogos onde o corporal pode ser um fator de sobrevivência, enquanto o naipe de Copas oferece jogos onde justamente a pessoa deve agir sem pensar no julgamento de seu coração (um dos jogos mais contundentes da primeira temporada onde o personagem Arisu precisa fazer uma escolha bem difícil que pode sacrificar seu sentimento de amizade).

Cada jogo apresenta seu chefe. Jogo perdido, todos os perdedores são mortos. A segunda temporada foca bastante em trazer jogos mais longos, alguns chegam durar um episódio e meio, isso para garantir a tensão do espectador. E, novamente, os jogos envolvem raciocínio, força, lógica, observação, instinto de sobrevivência e até confiança. A Ação é um prato cheio aqui e desde o primeiro episódio, ela é frenética com uma multidão de participantes que foge desesperadamente de um mercenário que atira em todos com armas pesadas.



Muitas vezes existe até um exagero saber que no meio de tanto tiroteio, explosões e capotamentos, alguém saia ileso sem um mínimo de arranhão. Claro que aqui estamos diante do implacável cinema asiático, normal algum personagem sobreviver depois de alguns eventos catastróficos.



Interessante é que alguns personagens que não foram tão bem explicados na primeira temporada, agora recebem uma atenção amor, inclusive alguns surgem com flashbacks bem melancólicos e até surpreendentes. Os personagens novos também recebem destaque e serão de fundamental importância em alguns jogos, muitos com reviravoltas quase impossíveis.


Aqui também muitos rivais e inimigos (da primeira temporada) precisam se unir em determinadas ocasiões, caso queiram zerar um jogo e obter as respostas que esperam. Os cenários também foram expandidos mostrando ainda mais uma Tóquio que ganhou ares pós-apocalípticos.


Mas Alice In Borderland não é apenas ação. É valorizar amizades e família. Cada minuto ao lado de quem gostamos é essencial. Nos momentos mais ‘calmos’ da série, isso entra em debate entre os personagens que possuem suas histórias contadas e que agora fazem de tudo para sobreviver.

Em outras ocasiões, o valor de uma vida humana, justiça e poder entram em xeque em jogos que nos trazem angústia e com a iminência da morte nos cercando. Como diz um dos personagens em certa cena: ‘o mundo anterior era cruel e muitas vezes solitário, aqui também, porém ainda compensa o mundo antigo com família e amigos ao nosso lado’.


A série entrega algumas conclusões, apesar de um último episódio que nos deixa bem perplexos e intrigados de como a humanidade avança na tecnologia e como não estamos cientes de tudo o que está envolto em nossas vidas e no mundo. O que realmente nos é contado? De forma bonita, entrega a beleza de momentos que compensam na vida, exemplo é o abraço entre mãe e filha. E sim, continua com algumas perguntas e abre espaço para outra temporada, porque nem sempre todas as respostas são obtidas.

 

Alice In Borderland


Gênero: Ficção científica, Suspense, Sobrevivência

Adaptação: Alice In Borderland

Primeiro Episódio: dezembro de 2020

Duração: 2 Temporadas

Produção: Kohei Chida



 

NOTA DO CRÍTICO: 7,0

 

Trailer da segunda temporada:




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