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Resident Evil 7 completa 7 anos e fizemos um apanhado de como ele ajudou no processo de transformação da franquia

'Resident Evil 7' revitaliza o terror com sua jogabilidade imersiva e ambientação assustadora.

Foto: Capcom


Em 24 de janeiro de 2017, era lançado o tão aguardado Resident Evil 7. Com muitas novidades, a Capcom sabia bem que poderia entrar num terreno pantanoso ou, pelo contrário, mostrar renovação para uma franquia que é uma das mais respeitadas no mundo dos jogos, entretanto, que estava um tanto quanto estagnada. Era necessária uma mudança, novas aparências e um novo retoque, sobretudo após um sexto jogo que não trouxe tanto impacto assim entre jogadores e crítica.

 

Entretanto, o jogo chegou cercado de receios entre muitos jogadores e tinha tudo para ficar rotulado sob o estigma de: ame ou odeie. Um dos primeiros fatos era o jogo chegar na perspectiva em primeira pessoa. Até então, a série nunca havia explorado essa visão, logo, era um mecanismo novo e que serviria como teste. Também um novo personagem entrava na narrativa: Ethan Winters.

 


Entretanto, o jogo chegava com algumas propostas interessantes. Um novo motor, a RE Engine. E a Capcom acertou em cheio, pois essa mesma engine seria responsável por comandar o sucesso do jogo posterior (RE Village de 2021) e do excelente e tão esperado remake de RE4. E antes mesmo de ser lançado, o jogo prometia resgatar o senso de exploração e de Survival Horror que os dois jogos anteriores não capturaram tão bem em prol da muita Ação (RE5 e RE6). 



Por outro lado, zumbis tradicionais da franquia novamente não dariam as caras. A maioria dos inimigos agora se tratava dos Mofados. Estranhamente eles saem do chão ou das paredes, mas de qualquer forma, ainda são letais e precisam de uma boa estratégia para abatê-los, sobretudo quando a munição é escassa. E, claro, a cereja do bolo estava na excêntrica família Baker. No início, até considerados como uma espécie de Família Buscapé grotesca.

 

Sim, os Bakers darão um trabalho e tanto para nosso querido Ethan. Um mero civil que resolve ir para uma casa isolada na Luisiana após receber uma mensagem de Mia, sua esposa. Aparentemente abandonada, ele entra nos aposentos da residência sem saber o que lhe espera. Sair pelos cômodos da casa com a família nada feliz atrás de você é realmente assustador, tenso (inclusive se você joga sem olhar vídeos no Youtube ou sem saber de algo).

 

Mas é desde o início que a Capcom mostra que não estava para brincadeiras. O jogador também vai acompanhar a trajetória de dois repórteres que, no passado, resolveram investigar a casa e as coisas não saíram como planejado. E sabem? Basta nem uma hora para nos acostumarmos com a nova mecânica, a imersão na exploração é tanta que nem nos lembramos de que estamos em primeira pessoa.

 


Também é hora de aprender que o método de cura mudou, porém nem tanto. Ervas estão presentes, porém são administradas, junto a fluídos químicos, para criar itens de primeiros socorros (e é quando causa certa gastura vendo Ethan jogando o item em seus machucados pela primeira vez). Apesar disso, velhos jogadores sabem que cor marrom e vermelha no status do personagem é sempre sinal de perigo (todo bom jogador de RE sabe disso e por sorte não alteraram esse sistema).

 


Também podemos criar munições, tudo de uma forma simples, basta procurar por componentes (novamente procurar gavetas e vasculhar armários torna-se uma tarefa gostosa de realizar). Nem a velha e conhecida arma, o lança-chamas, ficou de fora. Importante nos primeiros jogos da série, aqui ela volta imponente e será de grande valia, sobretudo com uma vilã inoportuna nos caçando que adora jogar insetos na gente.

 

O jogo também traz alguns puzzles e enigmas, revivendo um pouco do passado da série. Alguns quebra-cabeças onde precisamos manipular sombras de objetos são bem interessantes. Baús retornam trazendo aquela situação de conectividade e de que nada será perdido (apesar de que meu sistema de armazenagem preferido ainda seja a maleta de RE4). Para salvar, máquinas de datilografar foram trocadas por fitas cassete.

 

A mansão dos Baker é realmente convidativa para exploração (confesso que dá para sentir a mesma emoção da mansão do primeiro RE). Cômodos que se interligam, sustos que vem a todo instante, túneis que saem em outros lugares, a ambientação suja e abandonada apavorante, passagens escondidas e estreitas, subterrâneos que sequer sabíamos existir. Por outro lado, a parte que compreende o jogo fora da mansão, poderia ter recebido um requinte mais aprimorado e acaba curta demais.

 

E claro, o jogo não teria a clássica marca RE se não viesse com objetivos a cumprir. E eles são muitos. Encontrar todas as moedas antigas espalhadas pelo jogo para ganhar um mimo como uma arma infinita (nada mal, não?), terminar em quatro horas, não usar baús mais que 3 vezes, não usar mais que 3 itens de primeiro socorro.

 


Tudo em prol de um fator replay que nunca desanima (pelo contrário). E no final, a gente ainda encontra aquele item que tinha deixado passar mesmo com duas jogadas. Até um personagem antigo e querido por todos se faz presente, Chris Redfield. Mas o que ele tem a ver com isso?

 


Depois de jogar bastante e lendo os arquivos, começamos a entender a proposta da Capcom. Pode ainda não agradar a muitos, contudo, era sim um novo passo para a franquia que precisava fugir do espectro de Raccoon City e mostrar como o mal coloca suas raízes em outros lugares do mundo.

 

O jogo também pode ser aproveitado com o acessório VR (que tal?) e depois ganharia uma versão Gold Edition onde chega com todas as DLC’s (e acredite, elas são bem difíceis inclusive para quem almeja os troféus).

 

 Trailer:


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