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Relembre 7 álbuns que fazem 30 anos em 2024 (e que provavelmente você cansou de ouvir)

Bora viajar no tempo?

Imagem: Montagem Internet



Se você ler esta matéria e lembrar de ouvir os álbuns citados dominando as estações de rádio e as faixas-horárias da MTV, você provavelmente já deve estar sentindo dores nas costas, saindo menos de casa e pensando em ter algumas plantas. E está tudo bem, afinal, nem todos tiveram o privilégio de viver em um período histórico como foi a década de 90.


Pensando nessa década mágica, lembrei de alguns álbuns que fazem 30 anos em 2024 e constatei que teve muita coisa boa. Escolhi os 21 melhores ao meu ver (o que foi difícil, pois teve muita coisa boa MESMO) e dividi em três partes que serão publicadas semanalmente: Álbuns que você cansou de ouvir, álbuns que talvez você ouviu, e aqueles que com certeza não ouviu, porque provavelmente você estava fazendo um furo no seu CD do Green Day.



Bora viajar no tempo?


1-   Definitely Maybe, do Oasis


Imagem: Divulgação


Lançado em agosto daquele ano, é o álbum que colocou o Oasis no jogo. Vendeu 8 milhões de cópias no mundo todo e consolidou o britpop.


O álbum é uma viagem pro futuro de tudo o que o Oasis representaria na indústria da música. Nele, você ouve a clássica e provocativa “Live Forever”, onde Noel Gallagher faz uma afronta ao grunge, “Supersonic”, “Rock ‘n’ Roll Star”, a pedrada que abre o disco e a fantástica referência ao T-Rex em “Cigarettes & Alcohol”.


A capa do álbum também é uma obra de arte à parte:  Ao observar toda a composição da foto, já pode-se conhecer bem os irmãos Gallagher, através de seus gostos musicais, cinematográficos e claro, futebolísticos.


Vale a pena ouvir pela milésima vez, ou: Lado A: “Live Forever”

Tire o pó da faixa, ou: Lado B: “with Children”




2- Superunknown, do Soundgarden


Imagem: Divulgação


Quarto álbum do Soundgarden, com músicas que destoam da onda grunge de sons mais crus, Superunknown vem com uma proposta sonora diferente.


O álbum tem mais de uma hora de duração e 15 músicas que nem sempre são fáceis de ouvir. Pra galera que já estava acostumada com o Nirvana ou com músicas comerciais, provavelmente rolou um estranhamento. Mesmo assim, o álbum foi um sucesso de público e de crítica, com dois de seus singles concorrendo ao Grammy: “Black Hole Sun” e “Spoonman”.


O Soundgarden apresenta em Superunknown uma estética estruturada e muito disso se deve ao Michael Beinhorn, que conseguiu produzir várias faixas distintas e depois juntar tudo, contando uma história que fizesse sentido.


Ouvir o disco hoje em dia pra mim é um pouco estranho, pois ele se divide entre faixas que há muito não me lembrava e clássicos que trazem uma nostalgia imensa.

 

Vale a pena ouvir pela milésima vez, ou: Lado A: “Fell On Black Days”

Tire o pó da faixa, ou: Lado B: “Half” e “Like Suicide”.



3- Raimundos, dos Raimundos


Imagem: Divulgação


Foi de longe, o álbum mais legal de revisitar para escrever este texto. O disco de estreia da banda pode não ter sido o responsável por fazer os Raimundos estourar de vez (isso aconteceu com o álbum “Lavô Tá Novo”, do ano seguinte). Mas foi a partir dele que a molecada no Brasil pôde voltar a gostar de Rock.


O disco foi bem recebido e as músicas “Puteiro em João Pessoa” e “Selim” apresentaram a banda para o público. Mas a coisa mais bacana é que ele é sujo, pesado, com letras terríveis e traz uma mistura que desponta nos anos 90 no cenário nacional: a união do Rock com o Nordeste.


Apesar da banda nascer no mesmo berço das políticas e poéticas Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, etc. o disco traz ritmos e sotaques nordestinos, o que só o torna ainda mais original, naquela época.


Vale a pena ouvir pela milésima vez, ou: Lado A: “Nêga Jurema”. Se for colocar em comparação às bandas de Brasília, ela é quase um “Faroeste Caboclo” dos Raimundos, por sua linha narrativa quase épica (e eu não tô de gozação!). Fora que o verso “cumê, cagá, bebê, fumá, são as leis da natureza e ninguém vai poder mudar” é quase uma filosofia. Pra muito mais gente do que a gente imagina.


Tire o pó da faixa, ou: Lado B: "Bê a Bá"



 

4- MTV Unplugged in New York, do Nirvana


Imagem: Divulgação


Sombrio. Escuro. Clima de velório. Triste. Mas também pode ser apenas “estranho”, “esquisito”. Isso depende, pois quem assistiu ao acústico em dezembro de 1993 e quem ouviu o disco quase um ano depois, passados meses do suicídio de Kurt Cobain, poderia ter mesmo visões diferentes.


Já começa estranho o fato de uma banda grunge topar gravar um acústico. Ainda mais o Nirvana, onde Kurt travava uma guerra contra os resultados de seu sucesso. Talvez a resposta a todo o sucesso foi justamente focar em covers (Vaselines, Bowie) e mostrar músicas de seus amigos que ainda estavam surfando pelo alternativo, como os Meat Puppets.


A versão de “In The Pines”, de Lead Belly, soa como um último ato de Kurt Cobain. E para entender o que eu estou falando, basta assistir o vídeo da música até o fim. Nele, aquele suspiro que Kurt deu antes de cantar a última palavra, abrindo aqueles olhos azuis e exaustos, quase sem vida, veio dos mais profundos infernos do Reino de Hades, me fazendo arrepiar até hoje.


A gravação do Unplugged não resultou apenas em um dos discos mais marcantes de 1994 que você ouviu, mas também é um dos momentos mais importantes do Rock que você assistiu.


Vale a pena ouvir pela milésima vez, ou: Lado A: “Come as You Are”

Tire o pó da faixa, ou: Lado B: “Lake Of Fire” – Cover com a participação dos membros do Meat Puppets, Curt e Cris Kirkwood.





5- Da Lama ao Caos, do Chico Science & Nação Zumbi



Com certeza o disco mais icônico lançado no Brasil em 1994, quiçá de toda a década.

O álbum traz uma riqueza de instrumentos e sons, que mescladas com as enigmáticas letras se torna algo único, experimental e caótico, não tão bem aceito logo de cara, mas que chegou ao disco de ouro algum tempo depois.


Produzido por Liminha, o disco apresenta ao país o movimento Manguebeat, que mistura rock, maracatu, funk e psicodelismo.


Da Lama ao Caos entrou na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da revista Rolling Stone e fez de Chico Science um dos mais célebres artistas daquela época. Pena que o perdemos pouco tempo depois. Hoje fica apenas o pensamento sobre o que poderia vir dele artisticamente, se isso não tivesse acontecido.


Vale a pena ouvir pela milésima vez, ou: Lado A: “A Cidade”

Tire o pó da faixa, ou: Lado B:  A instrumental “Lixo do Mangue”



6- Smash, do Offspring


Imagem: Divulgação


O terceiro disco do Offspring foi lançado em abril de 94 e marca uma transição do punk agressivo para as músicas comerciais, com fórmulas para ser tocadas em rádio. Depois de Smash, a banda passou a ser consumida pelos jovens que podiam ou não viver o punk. O resultado de tantas músicas pesadas, de letras petulantes foi a venda de milhões de cópias pelo mundo.


Se você viveu os anos 90 ouvindo rádio, deve se lembrar de ouvir insistentemente os singles, que viraram hits, e hoje são clássicos da banda: “Come Out and Play” ,“Self Esteem” e “What Happend to You?”.


E teve também um fato curioso sobre uma banda punk chamada Agent Orange. Eles acusaram os caras do Offspring de plágio em um riff de guitarra de “Come Out...”, que não deu em nada. Ou melhor, deu em uma música chamada “Aging Orange”, de outra banda punk chamada The Vandals, tirando um sarro da situação.


Vale a pena ouvir pela milésima vez, ou: Lado A: “Come Out and Play”, claro.

Tire o pó da faixa, ou: Lado B: “Smash”



7 – Dookie, do Green Day


Imagem: Divulgação


Por último, porém não menos importante e talvez o mais conhecido desta lista, Dookie é o álbum que coloca o Green Day na cena pop, mesmo eles sendo punks. Foi mal recebido pelos punks raízes, mas a sua importância no cenário do Rock dos anos 90 é incontestável.


Com letras e vozes de adolescentes pentelhos, Dookie é meu álbum favorito do Green Day e até hoje gosto de me divertir ouvindo. Aliás, tudo o que se pode pensar sobre o Dookie já começa pela capa, que parece uma versão de "Onde Está Wally?", no meio do apocalipse.


Não vou me alongar muito, pois se você por acaso ainda não souber tudo sobre o disco, tem uma resenha bem bacana dele aqui.


Vale a pena ouvir pela milésima vez, ou: Lado A: “She”. Das que fizeram um baita sucesso e empapuçaram os olhos e ouvidos de quem ouvia as rádios Rock e assistiam MTV, essa é a minha favorita: A que me apresentou o Green Day e tem um baita valor sentimental. E até ontem era a música do meu despertador.


Tire o pó da faixa, ou: Lado B: “Sassafras Roots”.



E aí, curtiram? A lista pode ter sido meio óbvia, mas fique antenado, que a trip continua. Na próxima semana vou trazer álbuns que talvez você tenha ouvido. E caso não tenha ouvido, é pra correr lá no seu streaming favorito e lhe fazer esse favor.


Valeu!

 

 

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