Michael Jackson domina Spotify com 13 músicas no Top 200 global após estreia de cinebiografia
- Marcello Almeida

- 29 de abr.
- 2 min de leitura
Filme reacende interesse pelo Rei do Pop e impulsiona clássicos como “Billie Jean” e “Thriller” nas plataformas

Cinebiografias quase sempre fazem a mesma coisa: reacendem. Elas puxam o passado de volta pro presente, reorganizam memórias e, principalmente, colocam a música de novo no centro.
Com Michael, não foi diferente. Desde a estreia do longa dirigido por Antoine Fuqua, o catálogo de Michael Jackson voltou a circular com força, não como nostalgia distante, mas como presença real. E os números deixam isso bem claro.
Segundo levantamento do Portal Tracklist, nada menos que 13 músicas do artista aparecem atualmente no Top 200 Global do Spotify. Não é só um retorno simbólico. É domínio.
Entre elas, estão faixas que nunca deixaram de existir, só estavam esperando o momento certo pra serem ouvidas de novo com intensidade:
05 – “Billie Jean”
11 – “Beat It”
51 – “Smooth Criminal”
53 – “Don’t Stop 'Til You Get Enough”
82 – “They Don’t Care About Us”
88 – “Human Nature”
109 – “The Way You Make Me Feel”
113 – “Rock with You”
120 – “Thriller”
141 – “Bad”
147 – “Dirty Diana”
158 – “Chicago”
174 – “Remember the Time”
É curioso perceber como essas músicas não dependem do contexto pra sobreviver. Elas voltam porque ainda dizem algo. Porque ainda funcionam. Porque ainda atravessam.
O filme, estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do artista, tenta justamente reconstruir esse impacto, mostrando não só o ícone, mas também as camadas mais pessoais da trajetória de Michael.
E, como era de se esperar, a recepção veio dividida. De um lado, fãs abraçando o projeto, vendo nele uma forma de reafirmar a grandeza artística de Jackson. Do outro, críticas apontando lacunas importantes na narrativa, especialmente em temas mais delicados da sua vida.
Mesmo assim, o interesse está longe de ser morno. No IMDb, o filme aparece com nota 7,7/10 e ocupa o topo das produções mais populares do momento. Mas talvez o dado mais honesto esteja fora das avaliações. Está nos fones de ouvido.
Porque, no fim, não importa quantas versões contem a história, a música continua sendo o lugar onde tudo se sustenta. E quando ela volta desse jeito, em bloco, dominando o presente, fica claro: não é só memória. É permanência.
Alguns artistas não voltam, eles simplesmente nunca vão embora.
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