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Melody’s Echo Chamber faz de Unclouded um lugar para também exercer a música introspectiva e melancólica

Atualizado: 17 de abr.

Neste novo trabalho, também é bem marcante a preferência por paisagens acústicas/orquestradas

Melody’s Echo Chamber
Imagem: Reprodução

Melody’s Echo Chamber é o projeto musical da cantora francesa Melody Prochet. Seu primeiro disco chegou em 2012 e teve a produção de Kevin Parker (líder do Tame Impala). Ganhando reconhecimento logo no début, a carreira da cantora decolou, apesar de acontecer entre altos e baixos. Chegou a sofrer um grave acidente em que quase perdeu a voz. Nesta época, Melody até pensou em desistir de cantar, mas seguiu em frente.

 


A cantora conta agora com novos músicos de apoio que não estiveram presentes nos trabalhos anteriores como Bon Voyage (2018) e Emotional Eternal (2022). Para Unclouded (2025), o quarto e novo disco, Melody chamou músicos renomados como o baterista Malcolm Catto (que já tocou com o Madlib) e alguns integrantes da banda sueca Dina Ögon (entre os quais o guitarrista Daniel Ögren e o baixista Love Örsan).

 

Neste novo trabalho, também é bem marcante a preferência por paisagens acústicas/orquestradas. Então, embora a sonoridade dos primeiros discos esteja presente, a cantora também trafega por novos cenários, algumas vezes bem introspectivos e melancólicos.

 

Com batida suave, violinos e numa sonoridade oscilando entre Dream Pop e Neo-psicodelia, ‘In The Stars’ e ‘Broken Roses’ estão entre os grandes destaques do álbum. ‘Burning Man’ exibe uma sonoridade abafada e com aspecto retrô. ‘Eyes Closed’ tem uma batida vibrante que se junto a efeitos e distorções, tudo numa pegada bem Rock.  

 



‘Memory’s Underground’ ganha intensidade com cordas e reverbs. ‘Unclouded’, apenas instrumental, tem andamento lento e remete a canções do Air dos primeiros discos da dupla. O Indie Pop cativante de ‘Into Shadows’ gruda na primeira audição (com sua bela guitarra dedilhada).

 

Veja o vídeo de ‘The House That Doesn't Exist’:


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