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Hotel Transilvânia: Histórias Para Não Dormir traz Ação e Plataformas 3D, mas apresenta falhas

O objetivo do jogo é bem simples, praticamente se resume a passar as fases para se chegar a um chefe final.

Foto: Outright Games


Jogos criados a partir de desenhos animados foram constantes durante a geração de consoles como PS2/PS3/Xbox 360. Animações que fizeram sucesso a exemplo de Madagascar (2005), Up: Altas Aventuras (2009), Rise Of The Guardians (2012), Brave (2012) e Turbo (2013) chegavam com suas versões de jogos, algumas vezes com qualidade, outras vezes nem tanto.


Com a finalidade de entreter tanto o público infantil bem como o adulto, empresas como THQ e D3 Publisher, conseguiram, no passado, captar a emoção dos personagens das animações para os consoles. Frequentemente criados dentro dos gêneros Ação e Plataforma 3D, passar por desafios divertidos lembrando cenas importantes das animações ficaram na memória de muitos jogadores.



Quem cuida bastante desse filão hoje em dia é a britânica Outright Games. Desde 2016, quando foi fundada, a empresa investiu em vários nomes conhecidos do mercado de filmes e animações: Peppa Pig, Patrulha Canina, Era do Gelo, Família Addams, entre outros. Nem Velozes e Furiosos ficou de fora.


Hotel Transilvânia: Histórias Para Não Dormir (Hotel Transylvania: Scary-Tale Adventures, 2022) é uma produção da Outright Games em conjunto com o espanhol Drakhar Studio.


A intenção é contar histórias conhecidas popularmente como Ali Babá e Os Quarenta Ladrões, Chapeuzinho Vermelho e As Roupas Novas do Imperador usando os notórios personagens dos filmes da franquia. Infelizmente, os dois únicos jogáveis serão Conde Drácula (Drac) e Mavis. Outros como Winnie, Wayne, Frank e Dennis aparecem, mas apenas como coadjuvantes e para complementar o sentido das histórias.


Apoiado pelos gêneros Ação e Plataforma 3D, o objetivo do jogo é bem simples, praticamente se resume a passar as fases para se chegar a um chefe final (de cada história). Alguns inimigos surgem pelo caminho, porém não oferecem tanta resistência dentro de um combate sem complexidades e com poucos golpes.



Os trechos com plataformas também não exigem tanto esforço, apesar de algumas serem mais distantes ou desaparecerem depois de certo tempo. Os puzzles são poucos, os únicos quebra-cabeças do jogo se consistem em usar o poder da telecinese para mover plataformas de posições e alcançar lugares mais elevados.


Nota-se realmente que esse é um jogo mais dedicado ao público infantil. Mesmo após morrer, o jogador retorna bem perto de onde havia falhado, ocasionando assim pouca dificuldade para reiniciar a jornada (isso até em chefes). Bom para jogadores novatos, ruim para jogadores experientes e hardcores do gênero que exigem mais desafios.


Conforme avança nas fases, o jogador adquire poderes. Mas são bem simples e muitos deles servem para abrir outro trecho da fase e completar a história. Exemplo é o poder de Mavis de andar pelas paredes para chegar a lugares distantes e sem plataformas.


Claro que não poderiam faltar os coletáveis. Cartas, elixires que aumentam o sangue, moedas e partes do corpo de Frank são opções para o jogador que pretende aumentar a duração do jogo ou então querem ganhar troféus e conquistas. Mesmo com esses objetivos opcionais, o jogo não é tão longo e é possível terminá-lo entre 8 a 15 horas.

O jogo é colorido, vivo, tem muitos detalhes que lembram as velhas histórias populares. Infelizmente, os gráficos ainda estão ligados na geração PS3, isso pode desagradar alguns jogadores. Quedas de frames também foram presenciadas e muitas aconteceram durante um pulo de uma plataforma a outra, o que acaba irritando o jogador que acaba errando na precisão do movimento.



Outro aspecto ruim, que acaba desequilibrando o jogo, é que a movimentação de Drac acaba mais irritando do que agradando. Seu jeito desengonçado, apesar de divertido, colabora para a imprecisão da câmera, atrapalhando bastante na exatidão de pulos mais exatos ou distantes. Por outro lado, Mavis apresenta boa fluidez de movimentos, além de suas fases serem mais elaboradas e detalhadas.


Hotel Transilvânia: Histórias Para Não Dormir pode desapontar os fãs antigos de Ação/Plataforma 3D e também não é totalmente indicado para quem deseja entrar nesses gêneros. Concebe um efêmero divertimento (que pode valer para um final de semana), mas está longe de figurar entre os grandes e memoráveis clássicos do gênero. A versão testada foi a de PS4 e o jogo está gratuito para quem é assinante da PS Plus Extra.

 

Hotel Transilvânia: Histórias Para Não Dormir


Ano: 2022

Plataformas: PS4, Xbox One, Switch, PC




 

NOTA DO CRÍTICO: 6,0

 

Trailer do jogo:




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