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Há 30 anos, o Sepultura revolucionava o Metal com o lançamento de "Chaos A.D."

Atualizado: 7 de set. de 2023

O disco foi lançado em 2 de setembro de 1993.

Imagem Reprodução.



Qualquer fã dedicado do Sepultura compreende que "Chaos A.D." de 1993 representou um ponto de virada crucial para a banda brasileira. Não se tratou apenas da estreia em uma grande gravadora; foi o álbum que os fez transcender as fronteiras convencionais do thrash metal, ganhando reconhecimento global como um grupo moderno e inovador. Sua influência teve um impacto significativo não apenas no nu-metal, mas também na New Wave.


Impulsionados pelo hardcore, punk, elementos da música tribal e o metal extremo, o Sepultura estava decidido a criar um álbum que os direcionasse por uma rota musical totalmente nova.




30 Anos de "Chaos A.D."


Exatamente 30 anos atrás, em 2 de setembro de 1993, o Sepultura desafiou as convenções do metal ao lançar um álbum profundamente influenciado por elementos sonoros brasileiros. Surgia o emblemático "Chaos A.D.", um dos álbuns mais significativos do cenário do rock na década de 1990.


Além de sua expressiva sonoridade, "Chaos A.D." também deixou uma marca impactante por meio de letras que abordavam críticas sociais contundentes, concentradas em questões que eram emblemáticas naquele início dos anos 1990. Em outras palavras, o metal extremo se renovou de maneira abrangente através deste álbum, que se tornou indispensável para aqueles que buscam compreender a evolução da história do rock.




Um exemplo notável pode ser encontrado nas músicas "Refuse/Resist" e "Territory", onde a autenticidade das raízes se harmoniza de forma impecável com os riffs de guitarra extremamente pesados. A busca por experimentações e elementos se destaca em faixas como "Slave New World" e "Biotech Is Godzilla", e atinge seu ápice com a primeira incursão acústica da banda em "Kaiowas", uma composição que transita em uma atmosfera que evoca Led Zeppelin, permeada por influências brasileiras.



Produzido pelo americano Andy Wallace, conhecido por sua contribuição na mixagem de "Arise", o quinto álbum de estúdio da banda explorou uma diversidade sonora por meio de experimentações, incluindo a utilização de percussão afro-brasileira. Este trabalho não representou um afastamento das origens thrash do Sepultura, mas sim a demonstração de sua capacidade de fusão e incorporação de elementos musicais "primitivos" de diversas origens.


Um outro aspecto significativo influenciou a criação do novo álbum. Durante a turnê de promoção de "Arise", os membros da banda decidiram se estabelecer nos Estados Unidos. Essa escolha foi uma decisão pragmática que simplificou as extensas viagens que levaram o grupo, pela primeira vez, a países como Japão, Austrália, Nova Zelândia e até mesmo à Indonésia, além de uma notável visita à União Soviética em meio ao colapso do regime comunista.


"Chaos A.D." representa, do ponto de vista musical, uma espécie de conclusão de um ciclo significativo para o Sepultura. Se a jornada começou com os irmãos Cavalera explorando músicas extremas com arranjos mais rudimentares e evoluiu, especialmente com a chegada do guitarrista Andreas Kisser, em direção a uma fusão única de death e thrash metal, o álbum lançado há trinta anos atrás trouxe o Sepultura de volta àquela simplicidade que caracterizou seus primórdios na carreira.



Segundo o livro intitulado "Sepultura 1984-1998: Os Primórdios", escrito por Silvio "Bibika" Gomes e André Barcinski, Andreas Kisser faz comentários a respeito.


“Muita gente fala que a gente só começou a usar sons brasileiros e latinos depois, no ‘Chaos A.D.’ e no ‘Roots’, mas poucos lembram que ‘Arise’ já trazia algumas coisas desse tipo. Quando gravamos ‘Altered State’, pedimos ao técnico de estúdio para inventar uma introdução meio indígena, usando só samplers e efeitos sonoros.”

O Brasil é diretamente referenciado em algumas faixas do álbum. Em "Manifest", há uma abordagem industrial e pesada que narra os eventos brutais envolvendo a polícia de São Paulo durante o massacre do Carandiru, ocorrido no ano que antecedeu o lançamento de "Chaos A.D.". A faixa é apresentada como se fosse uma reportagem de rádio, narrada por Max Cavalera e com influência notável do estilo do Ministry.


Formação do Sepultura em Chaos A.D.: Max Cavalera – vocal, guitarra, violão Andreas Kisser – guitarra solo, viola caipira Paulo Jr. – baixo, percussão Iggor Cavalera – bateria, percussão





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