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Em meio a cortes de gastos, a Epic Games vende o Bandcamp, após 17 meses da aquisição

O Bandcamp é uma das plataformas mais utilizadas por músicos independentes em todo o mundo.

Imagem: Divulgação.



A Epic Games, conhecida por seus populares jogos como Fortnite e Rocket League, divulgou que está vendendo o Bandcamp, uma das plataformas mais amplamente utilizadas por músicos independentes em todo o mundo. Essa decisão foi tomada em menos de um ano e meio após a aquisição da empresa.


A compra pela Epic, que foi confirmada em março de 2022, gerou controvérsias. Naquela época, a equipe da empresa estava em meio a um processo de sindicalização que não foi oficialmente reconhecido pela direção.



No mês subsequente à aquisição, a gravadora independente Top Shelf Records alegou ter recebido uma notificação da empresa para cessar seu apoio à campanha de sindicalização, como relatado pelo Stereogum.


A plataforma agora se integra ao conjunto de serviços oferecidos pela Songtradr, uma empresa que concentra suas atividades principalmente no licenciamento de música para diversos meios de comunicação. Em um comunicado oficial, a empresa compradora expressou o seguinte:


"Essa aquisição permitirá ao Bandcamp prosperar sob o guarda-chuva de uma empresa altamente dedicada à indústria musical. Além disso, oferecerá à Songtradr a oportunidade de ampliar seus recursos para apoiar a comunidade artística. A Songtradr também proporcionará aos artistas do Bandcamp a opção de licenciar suas músicas para diversos meios, incluindo criadores de conteúdo, desenvolvedores de jogos e aplicativos, bem como marcas. Isso permitirá que os artistas mantenham o controle e a propriedade de seus direitos autorais, ao mesmo tempo em que aumenta suas oportunidades de receita através da rede global de licenciamento da Songtradr."

Além da venda do Bandcamp, a Epic Games está enfrentando uma onda de demissões em larga escala. Conforme relatado pela CNBC, aproximadamente 16% de sua equipe será dispensada em um esforço de redução de despesas. Até o momento, não foi esclarecido se os funcionários da empresa adquirida estão incluídos nessa porcentagem.


O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, dirigiu uma mensagem aos colaboradores para esclarecer a motivação por trás dos cortes:


"Por um período considerável, temos superado nossos recursos, gastando mais do que geramos, enquanto investíamos na próxima fase de crescimento da Epic e na expansão de Fortnite como um ecossistema de metaverso para criadores. Embora eu tenha mantido a esperança de que poderíamos navegar por essa transição sem a necessidade de demissões, em retrospecto, percebo que essa expectativa não era viável."




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