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Demo de Lies Of P. traz RPG, Terror e Fantasia num jogo que pega carona no espírito Souslike

Quando foi anunciado um tempo atrás, Lies Of P, da desenvolvedora indie Neowiz Games, trouxe um ar de esperança para muitos fãs de Bloodborne.

Foto: Neowiz Games


Na falta de uma esperada sequência de Bloodborne (2015), é comum jogadores procurarem por um sucessor espiritual para o famoso jogo de RPG Action/Terror da FromSoftware. Não somente isso, Bloodborne ficou conhecido por ser um dos grandes jogos que seguiu a famigerada escola do Souslike. Esse subgênero, resumindo aqui, foi criado para denominar todos os jogos com alto nível de dificuldade e que surgiram praticamente depois do aclamado Dark Souls (2011).


Quando foi anunciado um tempo atrás, Lies Of P, da desenvolvedora indie Neowiz Games, trouxe um ar de esperança para muitos fãs de Bloodborne. A promessa é que o jogo teria elementos bem típicos do jogo da FromSoftware, além da dificuldade extrema já conhecida e desafiante. Os trailers e alguns anúncios animaram tanto jogadores como críticos. O jogo está prometido para Setembro de 2023, mas a Demo chegou e deixamos aqui uma breve análise do que observamos.



Inspirado em Pinóquio (1883), famoso romance de Carlo Collodi, o jogo tenta buscar toda a atmosfera que cerca essa história de longa data que nunca perdeu a magia. Apesar de ainda haver mistérios em torno da narrativa que cerca o jogo, sabemos que o personagem terá que encontrar seu criador, Gepeto. Porém, o jogo adiciona uma estrutura ficcional mais fantástica ao criar elementos que serão explicados posteriormente.


A demo começa com o personagem saindo de uma estação de trem, na cidade de Krat. Para descobrir o que houve na cidade corrompida, Pinóquio enfrentará muitos inimigos (títeres biomecânicos) descontrolados. O cenário que remete aos tempos da cultura da Belle Époque é realmente exuberante e capaz de reservar surpresas em cada percurso alcançado.


Para quem gosta de contemplar detalhes, é importante ver a arquitetura das ruas, praças, casas e muitos objetos espalhados ao redor como carruagens e ornamentos decorativos. E mesmo que haja uma atmosfera de algo belo que começou a ser destruído, precisamos exaltar o capricho dos criadores.

Quem joga explorando bastante os cenários que um jogo tem a oferecer, certamente perderá um bom tempo atrás de becos ou trechos escondidos que revelam detalhes da história, itens para melhoria de armas ou que serão usados para ajudar nos combates.



Interessante é a conexão entre cenários. Passamos por portões fechados que, mais tarde, poderão ser abertos ligando duas passagens que, até então, estavam distantes entre si (como acontece sabiamente com Nioh 2 e Bloodborne). Recurso muito bom, sobretudo para quem morre e não deseja passar por tudo de novo.



O jogo não oferece muitas pistas de onde ir, mas é recompensador chegar numa rua próxima a um penhasco e, de longe, observar nosso próximo ponto de chegada, por exemplo, um hotel imponente que guarda outros segredos da história. Fica a ideia do que nos está esperando ali, como um jogo com essa atmosfera misteriosa deve proporcionar.


O salvamento em lugares estratégicos como antes de chefes, por exemplo, também é um bom recurso para o jogador. E aqui, quando morremos, podemos recuperar o que havíamos coletado, neste caso, o Ergo. Ergo, diga-se de passagem, será o item dominante do jogo, como fosse uma espécie de substância que nos ajudará a comprar itens, armas e melhorar nosso personagem.


Caso morra pela segunda vez sem coletar o que alcançou, você recupera só parte do que havia perdido, logo, é outro aspecto que depende muito da estratégia e da paciência do jogador. Isso é outro ponto forte nos jogos Souslike, pois cada item coletado é precioso num jogo onde a morte nos espera em cada instante.


Novamente estamos diante de um jogo que cautela sempre é essencial. Nunca vá direto pra cima de um inimigo, isso até descobrir como ele age e qual sua dificuldade. Se bem que os primeiros inimigos que Pinóquio enfrenta não são tão perigosos (como foi em Bloodborne).

Os inimigos mais desafiadores são aqueles que geralmente carregam algum objeto que é preciso coletar para passar para outro lugar (exemplo é o soldado que transporta a chave que abre a porta da estação para as ruas da cidade).




Pinóquio conta com espadas, bombas que podem ser lançadas e outros itens que serão úteis durante o jogo como uma lanterna para navegar por lugares escuros e um amolador de espadas (sim, elas desgastam após muitos combates). Inclusive, no início da demo, o jogo oferece 3 opções de combate (defensivo, equilibrado e agressivo), isso acaba influenciando nos tipos de armamentos que usaremos na jornada.


Após um tempo, uma barra carrega e nos dá a opção de usar um golpe mais poderoso, intitulado Arte das Fábulas. Cada arma, terá seu golpe específico, porém, essa técnica deve ser mais orientada através da versão completa do jogo.


Também teremos à disposição Células Vitais. Elas fornecem sangue ao personagem e, depois de descarregadas, podem ser preenchidas novamente, mas para isso é preciso atacar alguns inimigos. Algo que certamente obriga o jogador a ser mais ofensivo.


Ao entrar no inventário de itens em nossa bolsa , dá para organizar um arsenal estratégico, necessário para diversas ocasiões durante a jornada. Nota-se que as armas podem ganhar acessórios que as deixam mais aprimoradas e que, certamente, garantirão mais opções de combate para o jogador (procedimento esse que deverá ser melhor explicado na versão final).


Defesa e esquiva estão a nosso favor. Entretanto, na luta contra o chefe (que fecha a demo), a esquiva se mostrou um tanto quanto lerda dando a ideia de um personagem pesado e que acaba sendo atingido porque não se distanciou o bastante na hora certa. Algo que pode (e deve ser melhorado na versão final do jogo). O jogador também precisa ficar atento à barra de estamina, essencial nesse tipo de jogo para sincronizar ataques, esquivas e corridas.

Ainda temos o braço de Pinóquio que pode ser uma arma a mais nas lutas e que, certamente, no decorrer do jogo, apresentará mais algumas surpresas com upgrades essenciais para alcançar vitórias e passar aquele chefe perturbador. A versão testada foi a de PS4 e fluiu bem, sem travamentos, com loadings aceitáveis e boa movimentação do personagem (com exceção da esquiva, já descrito acima).


Quando morremos, aparece na tela: ‘Lie Or Die’. Interessante num jogo que sabemos que a morte será uma constante até que nossas técnicas sejam aperfeiçoadas. Outra dica é que a demo seja apreciada sem se pensar em Bloodborne ou num possível sucessor espiritual. Certamente será mais prazeroso jogar Lies Of P como sendo uma franquia nova e interessante no mercado, mas para isso ela não pode decepcionar em sua versão final.

 

Lies Of P


Ano: 2023

Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series XS

Desenvolvedor: Neowiz Games

Gênero: RPG de Ação, Aventura, Luta



 

NOTA DO CRÍTICO: 7,0

 

Trailer do jogo:




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