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Deep Purple: o legado de Machine Head e as dissidências internas

Lançado em 25 de março de 1972, "Machine Head" apresenta algumas das músicas mais icônicas do Purple, como "Smoke on the Water".

Deep Purple.
Deep Purple. Crédito: Divulgação


Desde o início dos anos 1970, o Deep Purple consolidou-se como uma das bandas mais influentes no cenário do rock pesado. Reconhecido como um dos pioneiros do heavy metal, o grupo inglês lançou uma série de álbuns significativos, destacando-se "Machine Head" (1972) como o mais emblemático, na opinião do baixista Roger Glover.


Lançado em 25 de março de 1972, "Machine Head" apresenta algumas das músicas mais icônicas do Purple, como "Smoke on the Water", "Highway Star", "Lazy" e "Space Truckin’", que continuam a ser tocadas ao vivo até os dias de hoje. Em uma entrevista ao Consequence, Glover destacou a importância do álbum para a trajetória da banda.



"É inegável que se tornou essencialmente ‘o álbum’ que definiu o Purple. Talvez não tenha sido imediatamente reconhecido como tal, mas ao longo do tempo, ao longo das décadas e das várias reedições, essa verdade se tornou evidente. Continua a ser o padrão pelo qual o Deep Purple é definido."


No entanto, o sucesso alcançado com "Machine Head" começou a gerar tensões internas no Deep Purple. As diferenças entre o vocalista Ian Gillan e o guitarrista Ritchie Blackmore se agravaram durante a turnê de divulgação do álbum. Isso culminou na produção do próximo disco, "Who Do We Think We Are" (1973), no qual Gillan e Glover já não estavam mais alinhados com Blackmore. Este último prevaleceu, levando Gillan e Glover a deixarem a formação, que seria reestruturada com David Coverdale nos vocais e Glenn Hughes no baixo e vocais.



Essa configuração durou até 1976, quando Blackmore saiu e foi substituído por Tommy Bolin. A formação "clássica" do Deep Purple, composta por Gillan, Blackmore, Glover, o tecladista Jon Lord e o baterista Ian Paice, reunir-se-ia novamente em 1984, embora novas dissidências surgissem na década de 1990.


Grande parte do reconhecimento de Machine Head é atribuída ao sucesso de "Smoke on the Water", uma faixa que carrega um dos riffs mais emblemáticos da história do rock. No entanto, em uma entrevista ao Consequence, Roger Glover compartilhou que, inicialmente, a música não recebeu tratamento especial e foi criada como qualquer outra.


"Foi apenas mais um riff, assim como o de 'Into the Fire'. Não demos muita importância e não a consideramos uma faixa para o álbum. Parecia bagunçada no primeiro ensaio. Não trabalhamos no arranjo, foi apenas um improviso. 'Smoke' acabou entrando no álbum apenas para preencher o tempo, pois estávamos com poucas músicas. No vinil, o tempo ideal para uma boa qualidade sonora era de 38 minutos - 19 de cada lado do LP. Precisávamos de cerca de sete minutos a mais e tínhamos apenas um dia para gravar."




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