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'2 Make Cry & Dance', um Hard Rock envolvente e elétrico bem feito pelos curitibanos do Electric Mob

Atualizado: 31 de jan. de 2023

'2 Make Cry & Dance' foi lançado em 27 de janeiro.

Electric Mob. Crédito: Reprodução/Facebook



Tocar rock em inglês no Brasil nunca foi nada simples. Sempre terá pessoas que preferem ouvir a banda ou o artista na língua portuguesa para facilitar o acesso ou pela dificuldade no idioma estrangeiro. As bandas mineiras Sepultura e Drowned Men, além das paulistas Nervosa e Bedhead Badhead, apresentam um som excelente e de alta qualidade que conquista fãs e admiradores, independentemente de terem ou não dificuldade em compreender o idioma estrangeiro. E agora os paranaenses do Electric Mob também fazem parte desse seleto e excelente time.


A banda surgiu em 2016, em Curitiba, Paraná, com Renan Zonta (vocal), Ben Hur Auwarter (guitarra), Yuri Elero (baixo) e André Leister (bateria). O grupo chama atenção pelo Hard Rock poderoso, com referências musicais do gênero, agressividade e apelo sentimental, resultante em um som envolvente e ótimo. Eles lançaram o EP de estreia 'Leave a Scar' em 2017.



O EP fez muito sucesso na época a ponto de tocarem em rádios estadunidenses de Rock e de chamarem a atenção da Frontiers Music, a principal gravadora de Hard Rock do mundo para lançarem em 2020 o elogiado álbum 'Discharge' e agora em 2023 o igualmente potente '2 Make Cry & Dance' que foi lançado no dia 27 de janeiro nos streamings de música. A capa do disco é um bonito e colorido bolo de aniversário que pode ser interpretado como uma celebração e uma proximidade do conjunto com o público que tem valorizado bastante o seu repertório.


O disco tem 11 faixas que mostram toda a energia e talento do conjunto. A faixa que abre o disco, intitulada “Sun is Falling”, é uma excelente composição, uma mistura perfeita de Alice in Chains e Nirvana com Van Halen e Skid Row, contendo uma letra com sentimento profundo. “It’s Gonna Hurt” tem influência do Rock dos anos 2000 com uma vibe mais pesada, seja pelos vocais de Renan Zonta combinados com a guitarra de Ben Hur Auwarter ou pela bateria e baixo.

“By The Name (nanana)”, nota-se presença de elementos de Southern Rock, em um som bem interessante. “Saddest Funk Ever" e "Thy Kingdom Come" têm começos recheados de Groove puro, o que mostra a influência do blues na sonoridade da banda. Em ambas as faixas os timbres apresentados emanam Led Zeppelin e Judas Priest, seja pelo vocal forte ou por seus instrumentos que deixam ótimas impressões, mais uma vez a ponto de fazer os ouvidos vibrarem de emoção. “Love Cage” apresenta um som vigoroso que traz acalanto na alma com um teor reflexivo bem marcante no seu lírico.



Seja por suas letras profundas e sentimentais, seja por seu vocalista fazer interpretações magníficas, ou seja, por seus instrumentistas fazerem um som ensurdecedor, ótimo, avassalador e atmosférico que merece a atenção dos ouvidos. Não importa. O Electric Mob é uma banda que todos necessitam conhecer e ouvir. É mais uma ótima prova de que no Brasil temos uma cena em ascensão com um poder magistral para conquistar um público bem mais amplo, seja por aqui, ou internacionalmente. '2 Make Cry & Dance', é um disco maduro e simples que apresenta um teor visceral, admirável e com muitas referências bem aproveitadas. Uma banda que apesar de pouco tempo de existência pode alcançar, se bem-quiser, voos inimagináveis.

 

2 Make Cry & Dance

Electric Mob


Lançamento: 27 de janeiro de 2023

Gênero: Hard Rock, Rock

Ouça: “Sun is Falling”, “It’s Gonna Hurt”, “Love Cage”

Humor: Enérgico, nostálgico



 

NOTA DO CRÍTICO: 8,0

 

Veja o videoclipe de "Sun Is Falling":


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